Nuno Júdice vence Prémio Rainha Sofia de Poesia
A Fundação José Saramago felicita o escritor Nuno Júdice, membro do seu Conselho de Curadores, pela atribuição do Prémio Rainha Sofia de Poesia
O poeta português Nuno Júdice foi hoje galardoado com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana, que reconhece o conjunto de uma obra de um autor vivo, cujo valor literário constitui uma contribuição relevante ao património cultural da Iberoamérica.
O galardão, atribuido pelo Património Nacional e pela Universidade de Salamanca e dotado com 42.100 euros, celebra este ano a sua XXII edição e é considerado o mais prestigiado deste género na Iberoamérica.
A primeira poetisa portuguesa a receber este prémio foi Sophia de Mello Breyner Andresen.
*
El portugués Nuno Júdice gana el Premio Reina Sofía de Poesía
(El País)
Autoria e outros dados (tags, etc)
La Casa dos Bicos vuelve a abrir el sábado, 18 de mayo!
A Fundação José Saramago reabre no sábado, dia 18, das 10h00 às 18h00, depois de ter estado fechada em consequência das obras em curso no piso térreo da Casa dos Bicos. Trata-se de um projeto da Câmara Municipal de Lisboa para instalação do Centro de Interpretação das Muralhas da Cidade, que será um importante espaço cultural e nos merece a maior simpatia.
Reabrimos as portas com uma programação intensa de que destacamos:
18 de maio, 16h00 - Encerramento da "Aula José Saramago" que desde outubro de 2012 junta a Biblioteca Municipal Vicente Campinas de Vila Real de Santo António e a Biblioteca Provincial de Huelva
22 de maio, 17h30 - Apresentação da Moeda José Saramago, da Série Escritores Europeus, pela Impresa Nacional - Casa da Moeda
24 de maio - Entrega do Prémio UNESCO Criatividade e Inovação 2013, destinado às escolas associadas
27 de maio, 18h30 - Lançamento do livro "Como ler um escritor" de John Freeman, edições Tinta da China
28 de maio, 18h30 - Lançamento do livro "Quando os bobos uivam" de Onésimo Teotónio de Almeida, edições Clube do Autor
Em datas a anunciar, apresentaremos duas iniciativas programadas para a semana em que estaremos encerrados: a palestra da tradutora eslovena Barbara Jursic sobre Figuras femininas e masculinas em O Ano da Morte de Ricardo Reis (que estava agendada para 10 de maio) e a 1.ª sessão da Casa de Contos, por Rodolfo Castro, dedicada a O Homem Morto - Contos e poemas da condição humana e do trabalho (prevista para 14 de maio).
Autoria e outros dados (tags, etc)
La intimidad entre autor y editor, por Luiz Schwarcz de Companhia das Letras
"Como editores, nem sempre privamos da intimidade dos autores. Estas eventualidades surgem nas bordas de uma atividade cujo fim é público, e o fazer, coletivo. Momentos de intimidade entre editor e autor podem ocorrer durante o processo de edição, ou nos bastidores do lançamento de um livro — e em alguns casos permanecem para além desse momento. Talvez vocês já estejam cansados de me ouvir falar que, mesmo com escritores altamente profissionais, a publicação de um livro é uma atividade de grande importância simbólica e psicológica para os envolvidos. O editor que desconhecer esse aspecto, e não souber lidar com os espaços íntimos que se criam nessas situações — com grandes chances de evoluir para uma situação embaraçosa —, poderá perder a confiança de seus autores, ou mesmo ter de encerrar a carreira precocemente. Nesse caso, não há receita que eu possa ensinar a um jovem profissional interessado no assunto, a não ser a de buscar em sua alma a mistura de uma boa dose de sensibilidade com outra igual de delicadeza, aliadas a um controle do próprio ego. São oportunidades raras que um ego dilatado pode destruir. O editor precisa sempre saber ouvir, mais do que falar. Não deve querer se sobressair, confrontar, ou mesmo posteriormente fazer uso público de momentos essencialmente privados."
Ler mais no Blog da Companhia
Autoria e outros dados (tags, etc)
"Tinha ultrapassado todas as fronteiras do medo"
"Este é talvez o livro em que Saramago melhor explanou o seu sarcástico e agudo sentido de humor; um humor à beira do escárnio, ainda mais tratando-se de um tema intocável para o comum dos mortais: a mensagem bíblica. De facto, não fosse Saramago o escritor de nome feito aquém e além-fronteiras e teriam caído Carmos, Trindades, Mosteiros e Catedrais. No entanto, na fase final da sua imensa carreira, Saramago já tinha ultrapassado todas as fronteiras do medo e todos os limites do intocável."
Da crítica a "Caim" por Manuel Cardoso, no blogue Dos meus livros
Autoria e outros dados (tags, etc)
Con mucho afecto y mucha impaciencia, "La estatua y la piedra" está en la calle
Muitos amigos acorreram à Casa dos Bicos no dia 7 de maio para a apresentação de "A estátua e a pedra", o livro de José Saramago agora editado pela Fundação que contem uma reflexão do escritor sobre a evolução da sua obra e a relação da mesma com o seu percurso de vida.
Três amigos muito próximos de José Saramago falaram sobre a obra e o autor, em registos diferentes e que se complementaram. Giancarlo Depretis trouxe ao auditório da Fundação uma intimidade comovente que permitiu recordar o homem - "um menino", como lhe chamou - entre episódios do convívio pessoal e a análise da obra literária.
Foi sobretudo na análise literária, e mais centrado na "estátua", que Carlos Reis, professor da Universidade de Coimbra e também amigo de muitos anos de Saramago se deteve nesta apresentação, numa verdadeira aula de literatura em poucos minutos. Fernando Gómez Aguilera, cúmplice de Saramago nos tempos de Lanzarote, autor da biografia do escritor, comissário das exposições "A Consistência dos Sonhos" e "A Semente e os Frutos" (esta última patenta na Casa dos Bicos), trouxe ao auditório pensamento político e a atividade cívica de Saramago. Foi buscar excertos de declarações do escritor datadas da primeira metade da década de 1990 para confirmar a atualidade do pensamento do escritor, nomeadamente nas referências à Europa.
Duas atrizes do grupo Éter leram trechos de obras de Saramago escolhidas por exemplificarem as diferentes fases da escrita - a "estátua" e a "pedra".
De copo na mão, brindou-se a ao escritor e também a Pablo Luis Ávila (que morreu recentemente), que com Giancarlo Depretis pôs de pé o ensino da língua e da literatura portuguesas na Universidade de Turim. Brindou-se à vida , à literatura e à impaciência, seguindo a recordação trazida por Fernando Gómez Aguilera:
"À paciência divina teremos que contrapor a impaciência humana. Para mudar as coisas, a única forma é ser impaciente.“ [Clarín, Buenos Aires, 23 de uutubro de 2005]
Na comunicação social portuguesa, este lançamento foi muito destacado na rádio pública, com várias peças na Antena 1, e também no Correio da Manhã, na SIC, no Diário de Notícias, no Público (que fez um belo vídeo com leitura a várias vozes de excertos do livro), e no jornal cultural online Hardmusica. Para Espanha e para a America Latina, a agência EFE distribuiu extenso trabalho com revelações sobre o livro inacabado de José Saramago.
Autoria e outros dados (tags, etc)
"El ser humano, mi cuotidiana obsesión"
"Por eso, el ser humano es la materia de mi trabajo, mi cuotidiana obsesión, la íntima preocupación del ciudadano que soy y que escribe. "
José Saramago en La estatua y la piedra


