Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Em Português


Prémio Literário Inês de Castro para Maria do Rosário Pedreira y Almeida Faria

Viernes, 18.01.13

A escritora Maria do Rosário Pedreira foi galardoada com o Prémio Literário Inês de Castro pelo livro "Poesia reunida - A ideia do fim", que reúne três livros antes publicados e um inédito. O Tributo de Consagração deste ano foi para o romancista e ensaísta Almeida Faria.

Presidido por José Carlos Seabra Pereira, o júri deste prémio é composto por Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia.

A poeta Maria do Rosário Pedreira juntou no livro agora premiado as obras A Casa e o Cheiro dos Livros, O Canto no Vento dos Ciprestes, Nenhum Nome Depois e o inédito A Ideia do Fim. A autora, que criou a série de livros para jovens O Clube das Chaves, é também editora e tem revelado novos valores das letras portuguesas nos últimos anos.

Almeida Faria é autor de romances, contos, peças de teatro e ensaios, e recentemente publicou o libreto para a obra de Luís Tinoco Os Passeios do Sonhador Solitário, a partir de um conto seu, e O Murmúrio do Mundo, relato ensaístico de uma viagem à Índia.

 

Fundação Inês de Castro

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Fundación Saramago

Haití, tres años después

Domingo, 13.01.13

Haiti, ano 3 depois do terramoto
Ler a notícia e ver fotografias

*

El papel del intelectual en las crisis

José Saramago no podía permanecer al margen de la tragedia que sufrían miles de personas que, siendo tan humanas como él, estaban condenadas a sufrir los mayores rigores de la vida y, en tantos casos, acabar en la muerte más atroz. No podía hacer, desde su casa de Lanzarote, nada más que poner en evidencia las contradicciones de un mundo que manda aparatos a Marte a la vez que ignora el estado de pobreza e indefensión en que viven millones de personas. O sí podía intervenir más: pensó, e inmediatamente se dirigió a sus editores, proponiéndoles realizar algo más concreto que unas palabras de solidaridad, les sugirió la reedición de un libro -La basa de piedra- con un un subtitulo bien claro: "Camino de Haití" y ceder todos los derechos de ese libro para, tal vez, reconstruir una escuela y hacerlo con los cimientos suficientes para que en el próximo terremoto no se desplome aplastando a los alumnos, los niños que estén dentro tratando de aprender o refutar lo que los mayores enseñamos, tan poco ejemplar a veces. La iniciativa tuvo una acogida mediana, porque es en la medianía donde estamos instalados. En cualquier caso, José Saramago dio el paso adelante y tal vez al hacerlo nos demostró que nuestra sensibilidad dura lo que duran las imágenes de un telediario, eso cuando no apartamos la cabeza para no verlas... Somos ciegos que viendo no vemos, escribió José Saramago. Así nos va.

Pilar del Río

Quantos Haitis?

No Dia de Todos os Santos de 1755 Lisboa foi Haiti. A terra tremeu quando faltavam poucos minutos para as dez da manhã. As igrejas estavam repletas de fiéis, os sermões e as missas no auge… Depois do primeiro abalo, cuja magnitude os geólogos calculam hoje ter atingido o grau 9 na escala de Richter, as réplicas, também elas de grande potência destrutiva, prolongaram-se pela eternidade de duas horas e meia, deixando 85% das construções da cidade reduzidas a escombros. Segundo testemunhos da época, a altura da vaga do tsunami resultante do sismo foi de vinte metros, causando 600 vítimas mortais entre a multidão que havia sido atraída pelo insólito espectáculo do fundo do rio juncado de destroços dos navios ali afundados ao longo do tempo. Os incêndios durariam cinco dias. Os grandes edifícios, palácios, conventos, recheados de riquezas artísticas, bibliotecas, galerias de pinturas, o teatro da ópera recentemente inaugurado, que, melhor ou pior, haviam aguentado os primeiros embates do terramoto, foram devorados pelo fogo. Dos 275 mil habitantes que Lisboa tinha então, crê-se que morreram 90 mil. Conta-se que à pergunta inevitável “E agora, que fazer?”, o secretário de Estrangeiros Sebastião José de Carvalho e Melo, que mais tarde viria a ser nomeado primeiro-ministro, teria respondido “Enterrar os mortos e cuidar dos vivos”. Estas palavras, que logo entraram na História, foram efectivamente pronunciadas, mas não por ele. Disse-as um oficial superior do exército, desta maneira espoliado do seu haver, como tantas vezes acontece, em favor de alguém mais poderoso.

A enterrar os seus cento e vinte mil ou mais mortos anda agora o Haiti, enquanto a comunidade internacional se esforça por acudir aos vivos, no meio do caos e da desorganização múltipla de um país que mesmo antes do sismo, desde gerações, já se encontrava em estado de catástrofe lenta, de calamidade permanente. Lisboa foi reconstruída, o Haiti também o será. A questão, no que toca ao Haiti, reside em como se há-de reconstruir eficazmente a comunidade do seu povo, reduzido não só à mais extrema das pobrezas como historicamente alheio a um sentimento de consciência nacional que lhe permitisse alcançar por si mesmo, com tempo e com trabalho, um grau razoável de homogeneidade social. De todo o mundo, de distintas proveniências, milhões e milhões de euros e de dólares estão sendo encaminhados para o Haiti. Os abastecimentos começaram a chegar a uma ilha onde tudo faltava, fosse porque se perdeu no terramoto, fosse porque nunca lá existiu. Como por acção de uma divindade particular, os bairros ricos, em comparação com o resto da cidade de Porto Príncipe, foram pouco afectados pelo sismo. Diz-se, e à vista do que aconteceu no Haiti parece certo, que os desígnios de Deus são inescrutáveis. Em Lisboa as orações dos fiéis não puderam impedir que o tecto e e os muros das igrejas lhes caíssem em cima e os esmagassem. No Haiti, nem mesmo a simples gratidão por haverem salvo vidas e bens sem nada terem feito para isso, moveu os corações dos ricos a acudir à desgraça de milhões de homens e mulheres que não podem sequer presumir do nome unificador de compatriotas porque pertencem ao mais ínfimo da escala social, aos não-ser, aos vivos que sempre estiveram mortos porque a vida plena lhes foi negada, escravos que foram de senhores, escravos que são da necessidade. Não há notícia de que um único haitiano rico tenha aberto os cordões ou aliviado as suas contas bancárias para socorrer os sinistrados. O coração do rico é a chave do seu cofre-forte.

Haverá outros terramotos, outras inundações, outras catástrofes dessas a que chamamos naturais. Temos aí o aquecimento global com as suas secas e as suas inundações, as emissões de CO2 que só forçados pela opinião pública os governos se resignarão a reduzir, e talvez tenhamos já no horizonte algo em que parece ninguém querer pensar, a possibilidade de uma coincidência dos fenómenos causados pelo aquecimento com a aproximação de uma nova era glacial que cobriria de gelo metade da Europa e agora estaria dando os primeiros e ainda benignos sinais. Não será para amanhã, podemos viver e morrer tranquilos. Mas, di-lo quem sabe, as sete eras glaciais por que o planeta passou até hoje não foram as únicas, outras haverá. Entretanto, olhemos para este Haiti e para os outros mil Haitis que existem no mundo, não só para aqueles que praticamente estão sentados em cima de instáveis falhas tectónicas para as quais não se vê solução possível, mas também para os que vivem no fio da navalha da fome, da falta de assistência sanitária, da ausência de uma instrução pública satisfatória, onde os factores propícios ao desenvolvimento são praticamente nulos e os conflitos armados, as guerras entre etnias separadas por diferenças religiosas ou por rancores históricos cuja origem acabou por se perder da memória em muitos casos, mas que os interesses de agora se obstinam em alimentar. O antigo colonialismo não desapareceu, multiplicou-se numa diversidade de versões locais, e não são poucos os casos em que os seus herdeiros imediatos foram as próprias elites locais, antigos guerrilheiros transformados em novos exploradores do seu povo, a mesma cobiça, a crueldade de sempre. Esses são os Haitis que há que salvar. Há quem diga que a crise económica veio corrigir o rumo suicida da humanidade. Não estou muito certo disso, mas ao menos que a lição do Haiti possa aproveitar-nos a todos. Os mortos de Porto Príncipe foram fazer companhia aos mortos de Lisboa. Já não podemos fazer nada por eles. Agora, como sempre, a nossa obrigação é cuidar dos vivos.

José Saramago
(Texto publicado em O Caderno de Saramago a 08 de Fevereiro de 2010)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Fundación Saramago

El padre de Mia Couto se muere en Maputo

Viernes, 11.01.13

O jornalista, editor e escritor moçambicano Fernando Couto morreu em Maputo na quinta-feira, aos 88 anos. Pai do escritor Mia Couto, a quem a Fundação José Saramago envia um abraço de amizade neste momento de dor, sofria de uma doença que o tinha levado a sucessivos internamentos hospitalares.

Fernando Couto, nascido no Porto, foi subchefe de redação do principal diário moçambicano, "Notícias", de Maputo, e professor na Escola de Jornalismo de Maputo. Publicou obras de poesia e foi responsável pela editora moçambicana Ndjira, agora integrada no grupo português Leya. 

 

Na página (não oficial) de Mia Couto no facebook, foi ontem ontem publicado o "Poema da despedida" (de Raiz de Orvalho e outros poemas):

 

Não saberei nunca
dizer adeus

Afinal, 
só os mortos sabem morrer

Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser

Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo

Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos

Agora 
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca

Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo.
Mia Couto

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Fundación Saramago

Está entregue a chave do Atelier-Museu Júlio Pomar

Viernes, 11.01.13

Júlio Pomar já tem o seu Atelier-Museu em Lisboa. E já os amantes da pintura poderão gozar da obra deste grande artista português, amigo de José Saramago, autor do cartaz que anunciava a ópera Blimunda, baseada no romance Memorial do Convento, para o Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Júlio Pomar e José Saramago não foram apenas amigos, foram também cúmplices na oposição à ditadura de Salazar e juntos celebraram a democracia e contaram Portugal em diferentes partes do mundo. A primeira gravura que José Saramago pôde comprar na sua vida é de autoria de pomar e pode ser vista na Fundação José Saramago, na reprodução do escritório que se exibe no primeiro andar da Casa dos Bicos, no final da exposição A Semente e os Frutos.

Parabéns, Júlio Pomar por este Atelier-Museu que a partir de abril deverá ser visitada como uma jóia principal da cidade de Lisboa.

--

No dia em que completou 87 anos, Júlio Pomar recebeu finalmente a prenda que lhe estava prometida desde 2000 pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), através do então presidente João Soares: um espaço para instalar um atelier-museu dedicado à sua obra. Depois de anos de complicações e burocracias, avanços e paragens, a obra de reconstrução do velho armazém na Rua do Vale, perto de São Bento, assinada pelo arquitecto Álvaro Siza, está concluída e abre portas já em Abril. Hoje foi por isso dia de se celebrar. “Finalmente está feito.” Chama-se Rua do Vale mas podia bem ser a Rua Júlio Pomar. É uma rua estreita, com passeios apertados e de apenas um sentido. Típico bairro lisboeta, onde já é habitual ver o pintor. É aqui que vive e é aqui que trabalha, ou não fosse o atelier em sua casa. E agora é também aqui que a sua obra vai passar a estar exposta, no número 7 dessa rua, no Atelier-museu Júlio Pomar. A longa fachada branca com várias janelas serve quase de caixa-forte do que o interior guarda. Lá dentro, num espaço pensado e projectado por Álvaro Siza, estará todo o espólio do pintor pertencente à Fundação Júlio Pomar. Entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas, quase 400 obras. Já há exposições programadas e também colaborações institucionais, com museus e universidades, em curso. Em Abril vamos saber mais porque quinta-feira o dia foi de festa. Pomar faz anos e as obras acabaram. “É um presente de amigos”, diz, não poupando elogios a Siza, arquitecto que escolheu para este projecto. “Este espaço parece-me magnífico, parece-me uma grande lição dada pelo Siza, que é o menos fantasista dos arquitectos que conheço, tudo o que ele faz é pensado e sentido”, acrescenta, lamentando no entanto as burocracias e problemas que a obra levantou ao longo do tempo e que levou a constantes adiamentos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Fundación Saramago

Crítica a Claraboya en la revista italiana Patria Indipendente

Jueves, 10.01.13

"Un testo postumo ritrovato per caso" (um texto póstumo encontrado por acaso) é o titulo da recensão aà edição italiana de Clarabóia, assinada por Tiziano Tussi na revista Patria Indipendente:

 

Un regalo da parte di Josè Sa­ramago. Un testo postumo voluto così da lui. Lo ricorda nella prefazione la sua compagna, ul­tima moglie, Pilar del Rio che diri­ge la Fondazione a lui intestata. Un libro ritrovato in un trasloco di una casa editrice portoghese.

Lo scrittore, premio Nobel per la Letteratura nel 1998, volle che fos­se pubblicato solo dopo la sua mor­te. Ed eccolo, in traduzione italiana per Feltrinelli, la casa editrice che ha traghettato le sue opere dall’Einau­di per un problema di compatibilità in quella sede, dovuto a parole poco lusinghiere di Saramago in un suo blog sul nostro ex primo ministro. Ma pare ora preistoria politica.

Il testo si presenta come un mosaico, una specie di alveare in cui si dibat­tono vite che s’intrecciano, in parte, molto, poco o pochissimo, comun­que tanto quanto basta ad un rap­porto di vicinato, di pianerottolo.

Il Lucernario è un palazzo di Lisbo­na alla metà del secolo scorso. Vi sono tutti i comportamenti e le relazioni umane in un luogo abitato da proletari, piccoli borghesi o piccolis­simi borghesi. Un’umanità composita e alle perse con la difficoltà di vivere, con i quotidiani problemi per raggiungere un livello di vita decente. Buona educa­zione, lavori che dovrebbero essere il passaporto per un livello di distinzione, o comunque vicino, di vita, ma che sono solo la rituale ripetizione di gesti e di attività marginali.

 


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Fundación Saramago

Gigi de Colette, traduzido por José Saramago, é o primeiro título de A Sangue Frio Editores

Miércoles, 09.01.13

A recém-criada A Sangue Frio Editores (Lisboa, 2012) escolheu Gigi de Sidonie-Gabrielle Colette como a primeira obra literária a editar pelo compromisso de "padrão de qualidade" e "marca de literatura de confiança" assumido na Nota dos Editores, acrescido do facto de ser uma tradução de José Saramago. "A escolha de Gigi foi feita sem hesitação - não apenas pelos fascinantes quadros descritivos de Colette, mas também e particularmente, porque estes nos são oferecidos pela tradução do escritor e Nobel da Literatura, José Saramago", refere a ainda Nota de Editores.

Gigi foi inicialmente publicado pela Estúdios Cor, na Colecção Latitude, em 1958 numa tradução de José Saramago que, à época, se dedicava intensamente à actividade de tradutor. Entre finais dos anos 50 e os anos 80, Saramago traduziu cerca de 60 títulos de, entre outros, Tolstoi, Jean Cassou, Gabriel Audisio, Guy de Maupassant e André Bonnard, além de Colette de quem Saramago também traduziu Chéri e O fim de Chéri. Alguns destes títulos encontram-se na exposição permanente A Semente e os Frutos na Fundação José Saramago, no 1º andar da Casa dos Bicos. No núcleo "Formação", o curador Fernando Goméz Aguilera incluiu algumas das traduções de Saramago como Chéri, Anna Karenina, Mademoiselle Fifi (recentemente publicado pela Relógio d'Água), por considerar este período muito relevante na produção literária de Saramago.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Fundación Saramago






Destacados

Ver todas las noticias

Amigos de la Fundación José Saramago


Librería/Tienda de la Fundación José Saramago


Además


Sonidos de la Fundación


Blimunda


Serviço educativo



La Fundación
Somos lo que dice el documento José Saramago firmado en Lisboa el 29 de junio de 2007. Somos la Fundación José Saramago.
Más información | E-mail

Buscar

Pesquisar no Blog  

La Casa dos Bicos

La Casa dos Bicos, edificio del siglo XVI situado en la calle Bacalhoeiros, Lisboa, es el hogar de la Fundación José Saramago.

La Casa dos Bicos se puede visitar de lunes a sábado de 10h a las 18h (última entrada a las 17h30m).
Leer más


A Casa José Saramago en Lanzarote

La casa hecha de libros se puede visitar de lunes a sábado de 10h a las 14h30. También se puede caminar virtualmente, aquí.

Reciba nuestro boletín de noticias


#saramago no Twitter



Archivo mensual

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

TripAdvisor

Parceiros institucionais:

Parceiro tecnológico:

Granta