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25 de abril, siempre!

Miércoles, 24.04.13

A Fundação José Saramago assinala neste seu espaço virtual os 39 anos do 25 de abril, depois de o ter comemorado na sua sede, na Casa dos Bicos, no dia 24, com entradas gratuitas, com a audição de músicas e relatos do dia que trouxe a liberdade a Portugal e com a oferta de cravos vermelhos a quem a visitou nesse dia. Até dia 29 de abril, dois painéis colocados nas portas da sede da Fundação celebram a data com a frase "25 de Abril, sempre!" e com a letra de Grândola, Vila Morena.

Para celebrar esta data muito se poderia dizer. Preferimos pensar no muito que ainda há a fazer para que a matriz da data se cumpra. E como espaço que não é neutral, a Fundação José Saramago recupera uma das senhas da Revolução, a Grândola, Vila Morena, de José Afonso, aqui cantada a várias vozes por José Saramago, João Afonso, Luis Pastor e por todos os que estiveram presentes na inauguração da Biblioteca do escritor em Lanzarote. Depois, a Inquietação, de José Mário Branco, reinterpretada pel'A Naifa com a presença de diversas personalidades das mais diversas áreas, com que o Canal Q assinalou o seu terceiro aniversário. Por fim, um texto do Professor Borges Coelho, lido na apresentação do Museu Liberdade e Resistência, que a Câmara Municipal de Lisboa instalará na antiga Cadeia do Aljube.

A Fundação José Saramago estará de portas fechadas no dia 25 de Abril, associando-se às suas comemorações populares, e convida todos os cidadãos a que nelas participem, com o espírito de conquista de liberdade, de cidadania e de estado de direito que nos caracterizou, aos portugueses, há 39 anos e que continua a ser a melhor bandeira de Portugal.

Aljube

24.4.2013

Permitam-me que fale em nome das vítimas, particularmente daquelas de que não sabemos o nome nem o grau de sofrimento. Milhares de presos do fascismo lusitano passaram por aqui. Por este Aljube. E por outros locais de tortura e de castigo: Rua do Heroísmo no Porto, Rua António Maria Cardoso em Lisboa, sedes da Pide em Coimbra e noutras cidades, forte de Caxias, fortaleza de Peniche, fortaleza de Angra do Heroísmo, Angola. Timor, Tarrafal. Muitos foram mortos nas prisões e na rua.

O tempo lança um véu de esquecimento sobre a vida dos homens e a dos espaços em que se moveram. E quem sempre viveu em liberdade tem dificuldade em entender que num tempo bem próximo se policiavam e reprimiam as palavras, as organizações e os movimentos dos cidadãos e se varriam as manifestações populares a tiro de metralhadora ou pela ação de homens, fardados e à paisana, de pistola em punho ou no galope dos cavalos com espadas nuas nas mãos.

O processo histórico não segue em linha reta num movimento ascensional até ao paraíso. Balança num vaivém ondular mas nunca no mesmo plano. E se as condições objetivas empurram as vontades para movimentos contraditórios, a memória é indispensável para não cairmos nos mesmo precipícios e para usarmos, tanto quanto nos for possível, a experiência do que correu melhor. Mestra da vida, como diziam os nossos renascentistas e geógrafos, a experiência é um presente carregado de memória.

Hoje, ao institucionalizar o Museu da Resistência no espaço do Aljube, a Câmara de Lisboa dá um alto exemplo de cidadania. O local escolhido está carregado de história antiga e contemporânea. Situa-se no coração da cidade. As suas paredes centenárias ombreiam com outros monumentos que preservam a memória de Lisboa e da nação: a Sé, o Paço a par de São Martinho onde foi morto o conde Andeiro, o mosteiro de Santo Elói aonde veio, em consagração, o corpo do Infante D. Pedro, morto em Alfarrobeira, o mosteiro de São Vicente de Fora, o castelo de Lisboa. Aqui ao lado, na Sé, ouviram missa, atrás da cortina, com o rei, Pedro Álvares Cabral e Francisco de Almeida antes de navegarem para a Índia.

Ao Aljube chegavam os presos, depois de identificados e examinados nas instalações da Pide na Rua António Maria Cardoso. Aqui ficavam dias, semanas, meses, numa cela pouco maior do que o comprimento e a largura dum homem. Com o bailique levantado, apertado nas altas paredes e vigiado pelo ralo das duas portas, o preso podia dar um passo em frente e outro à retaguarda. O que fazer?

Será esta noite que o guarda aparece no ralo da porta com voz escarninha: prepare-se para ir à polícia! Alta madrugada, era lançado das escadas para dentro da ramona como um fardo. Resistirei?

Durante seis meses de que se alimentavam os presos? Não era certamente do rancho miserável. Alimentavam-se quase só da memória. Trazia-lhe recordações, inimagináveis, da infância, da adolescência, da mulher ou das mulheres amadas, dos camaradas e amigos que queria defender para não caírem no seu mesmo inferno.

De uma das celas podia ver os pombos na rosácea da Sé. Da Sé chegavam os cânticos da Pascoa. Nas paredes corriam as letras sinais a dar ânimo ou notícias. Da rua, vinha o ruído metálico dos elétricos, até ao último, no silêncio da madrugada.

Depois da tortura, na Rua António Maria Cardoso, vencedores e vencidos regressavam às celas com marcas profundas no corpo e no espírito. Sabiam que o combate ainda não terminara, que viriam novas batalhas. E o prémio da vitória poderia ser bebido em anos e anos de sofrimento.

Presos houve que planearam e alcançaram a fuga. Das celas saiu uma noite o operário vidreiro José Moreira para não mais voltar. Atiraram-no do alto duma janela depois de o matarem na tortura. Antes, em liberdade, tinham-lhe perguntado: Se fores preso, que farás? - Farei o que puder.

As sociedades que não preservam a memória não acautelam o seu futuro. Hoje demos um passo decisivo. Bem hajam! Não, não apagarão a memória!

António Borges Coelho


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"Terrorismo financeiro: alternativas contra la ceguera": 25 de Abril en Granada

Miércoles, 24.04.13

O acto terá transmissão directa em streaming no seguinte endereço:
http://etsie.ugr.es/multimedia

O dia 25 de Abril foi o escolhido para o primeiro ato da Fundação José Saramago em Granada, uma conferência denominada “Terrorismo financeiro: alternativas contra a cegueira". A iniciativa tem a participação de Vicenç Navarro López, catedrático de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona e professor de Políticas Públicas da universidade norteamericana Johns Hopkins, Juan Torres López, catedrático de Economia Aplicada da Universidade de Sevilha. A professora de literatura espanhola Ángela Olla Real, da Universidade de Granada, curadora dea Fundação José Saramago, modera a sessão e introduz os temas com palavras de escritor. A sessão decorre no Salón de Actos da Escuela Técnica Superior de Ingeniería de la Edificación (antiga Arquitectura Técnica), situada na Avenida Severo Ochoa, e começa às 19h15.

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O Bando hizo el primer ensayo de "La balsa de piedra" en la Casa dos Bicos

Martes, 23.04.13

Os atores do grupo de teatro O Bando leram esta tarde na Casa dos Bicos, pela primeira vez, trechos da adaptação teatral de "A Jangada de Pedra" por João Brites, que tinham acabado de receber das mãos do encenador e diretor artístico. Uma experiência inesquecível para os visitantes da Fundação José Saramago que puderam assistir a este primeiro ensaio no Dia Mundial do Livro.

A peça será estreada em Santa Maria da Feira, dentro de um mês, num espetáculo de rua que mostrará a abordagem que O Bando faz do texto de Saramago. Em outubro, chegará ao palco do Teatro Municipal de S. Luiz a peça preparada por este grupo que já tem 40 anos de vida.

Quem assistiu a este primeiro ensaio pôde ver como os atores entram no texto pela mãos dos diretores João Brites e Teresa Lima, num trabalho criativo e técnico emocionante. Mas não foram apenas dos atores que estiveram em evidência: ouviu-se pela primeira vez a maquette da banda sonora criada pelo compositor Jorge Salgueiro (que já fora responsável pela música da adaptação de "Ensaio sobre a cegueira" pelo mesmo grupo e também a explicação dos figurinos por Clara Bento.

João Brites explicou as linhas principais desta encenação, sublinhando que ao adaptar uma obra literária encara-a como se esta fosse "uma escultura", passível portanto de diferentes visões. Depois desta primeira experiência hoje vivida na Casa dos Bicos, o grupo prometeu voltar em setembro, com o trabalho sobre "A Jangada de pedra" mais avançado. 

De 25 a 28 de abril, O Bando apresenta na sua sede, em Vale de Barris, Palmela, o espetáculo "Olhos de Gigante", a partir de textos de Almada Negreiros, que esteve em cena três semanas no Teatro Nacional D. Maria II.

 

o bando

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Blimunda # 11, abril 2013

Lunes, 22.04.13

Descarregar Blimunda # 11 português (pdf)

A Blimunda de abril está aqui! Com várias páginas sobre o festival Rota das Letras de Macau, uma entrevista a Andréa del Fuego, Prémio José Saramago, um dossier sobre os 50 anos da Feira do Livro Infantil de Bolonha, com a escolha de um livro descoberto na Feira por editores, autores e ilustradores portugueses, e a habitual secção Saramaguiana, com um texto de Laura Restrepo, que assinala também nas páginas da Blimunda a abertura da Feira do Livro de Bogotá que dedica a José Saramago grande parte da sua programação.

Tudo isto e muito mais no número 11 da Blimunda, do mês de abril.

Blimunda N.º 11 - abril 2013 by Fundação José Saramago

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PUERTAS ABIERTAS 23VY 24 DE ABRIL EN LA CASA DOS BICOS

Sábado, 20.04.13

A Fundação José Saramago convida-o a participar nas duas jornadas de portas abertas que marcam a próxima semana, nos dias 23 e 24 de abril, para comemorar o Dia Internacional do Livro e a Revolução de 25 de Abril de 1974. "A Jangada de Pedra" é o livro de José Saramago que a Fundação escolheu para as comemorações deste ano do Dia Internacional do Livro. Adoptado em 1995 pela UNESCO como Dia Internacional do Livro, 23 de abril marca a data da morte de Miguel de Cervantes. A escolha de "A Jangada de Pedra" relaciona-se com essa efeméride - foi considerado o livro "mais cervantino" de Saramago. Mas é um texto de uma total oportunidade neste momento de crise que os dois países ibéricos vivem. O grupo de teatro O Bando vai realizar na Casa dos Bicos o primeiro ensaio da teatralização de "A Jangada de Pedra", precisamente no dia 23 a partir das 15 horas, dando-nos a nós e aos visitantes da Casa dos Bicos o enorme privilégio de presenciar os primeiros passos do espetáculo que o grupo está a preparar. Ao longo de todo o dia, haverá leituras de "A Jangada de Pedra" e os visitantes são convidados a deixar mensagens num mural colocado no auditório da Casa dos Bicos. A partir da próxima semana haverá, em dias a anunciar, exibições do filme "A Jangada de Pedra" de George Sluizer (2000), uma coprodução Holanda/Espanha/Portugal que tem como protagonistas Diogo Infante, Ana Padrão e Federico Luppi. O respetivo dvd passa a estar à venda na loja da Fundação, em resultado de um acordo com a ZON Lusomundo. A Casa dos Bicos estará encerrada no dia 25 de Abril, para que a sua equipa possa participar nas comemorações da Revolução de 1974. Por isso se decidiu antecipar a festa do Dia da Liberdade para 24, quarta-feira. A "banda sonora" da Revolução de Abril encherá a Casa dos Bicos de sons e música, num dia em que os visitantes são convidados a deixar mensagens num mural colocado para o efeito no auditório. A entrada neste dia será gratuita, tal como no dia 23. O horário de abertura da Casa dos Bicos é das 10h00 às 18h00, com última entrada as 17h30.

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"A Estátua e a Pedra" apresenta-se hoje mundialmente na FILBo

Viernes, 19.04.13

A Feira do Livro de Bogotá recebe hoje a apresentação mundial do livro A Estátua e a Pedra, numa sessão que contará com a presença de Pilar del Río. Disponível já há alguns dias nas livrarias portuguesas, esta edição da Fundação José Saramago traz a público uma conferência do escritor proferida em Turim, na qual José Saramago revisita a sua obra, afirmando, por exemplo, "Quando terminei O Evangelho ainda não sabia que até então tinha andado a descrever estátuas. Tive de entender o novo mundo que se me apresentava ao abandonar a superfície da pedra e passar para o seu interior, e isso aconteceu com Ensaio sobre a Cegueira. Percebi, então, que alguma coisa tinha terminado na minha vida de escritor e que algo diferente estava a começar." A estátua e a Pedra chega acompanhado por dois textos introdutórios de Giancarlo Depretis e Luciana Stegagno Picchio e de um epílogo de Fernando Gómez Aguilera.

O jornalista Ricardo Alexandre (RTP) conversou com Pilar del Río a propósito da edição de A Estátua e a Pedra, conversa que pode ser ouvida aqui.

Em Lisboa, a sessão de apresentação terá lugar no dia 7 de maio, na Casa dos Bicos.

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