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Editorial de la Universidade Federal do Pará publica en Brasil conferencias de Saramago

Viernes, 30.08.13

No dia 30 de agosto, às 18 horas, no Centro de Eventos Benedito Nunes da Universidade Federal do Pará, haverá uma sessão de lançamento de dois livros de José Saramago, Prémio Nobel de Literatura 1998. “Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade”, inéditos no Brasil, serão lançados pela Editora da UFPA, em coedição com a Fundação José Saramago. A sessão contará com uma palestra da jornalista Pilar del Río Sánchez, viúva do escritor e presidenta da Fundação. A atriz Vera Barbosa lerá excertos de obras de Saramago, com a participação de Áureo de Freitas, da Orquestra de Violoncelistas da Amazónia.

Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo” reúne textos de José Saramago sobre a sua própria trajetória literária. O primeiro incorpora no título a alteração deixada pelo autor para a edição espanhola, “El Autor se Explica”, publicada em 2010 pela editorial Aguilar. Assim, na edição da ed.ufpa, de “A Estátua e a Pedra”, o texto passa a chamar-se “Da Estátua à Pedra”, como explica Pilar no prefácio da obra: “Ao revisar a tradução espanhola [José] adicionou à já gráfica imagem de A Estátua e a Pedra um elemento que tornaria mais compreensível ainda o sentido de suas palavras e da sua trajetória literária: Da Estátua à Pedra. No entanto, essa anotação feita de punho e letra se perdeu nos labirintos da comunicação virtual, e o livro, tanto na Espanha como depois em Portugal, saiu obedecendo ao modelo italiano. Foi necessário fazer uma busca nos arquivos para a edição brasileira... para encontrar, por fim, o título definitivo que o autor lhe dera. Agora sua intuição literária adquire plena compreensão”.

 

A metáfora escultórica define as duas grandes fases da produção de Saramago. A primeira delas, metaforizada pela estátua, estende-se até o livro “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, metaforizada pela estátua, e seu termo encerra uma importante mudança de perspetiva no ofício do escritor, que então passa a dedicar-se ao substrato da estátua, a pedra.

A primeira parte do livro traz os prefácios à edição italiana, assinados por Giancarlo Depretis, professor da Universidade de Turim, e por Luciana Stegagno Picchio, que foi professora da Universidade de Roma, muito reconhecida pela sua dedicação ao estudo das literaturas em língua portuguesa. Segue-se o texto de Saramago, “Da Estátua à Pedra”, resultante de uma conferência proferida na Universidade de Turim, em abril de 1998, no encerramento do colóquio “Dialogo sulla Cultura Portoghese: Letteratura-Musica-Storia”. Esta primeira parte conta ainda com o texto de Fernando Gómez Aguilera, autor do livro “A Consistência dos Sonhos ­– Cronobiografia”, sobre Saramago.

A segunda parte do livro é dedicada aos Discursos de Estocolmo, pronunciados por Saramago quando recebeu o Prémio Nobel de Literatura, e à Autobiografia que os laureados apresentam à academia sueca. Temos aqui uma nova reflexão sobre a sua trajetória literária, pontuada por episódios marcantes de sua vida, que remontam à infância junto de seus avós.

A reunião desses textos oferece não apenas o olhar do autor como ponto de partida para a consideração de cada um dos seus livros e do conjunto de sua obra, mas também uma reflexão sobre questionamentos como a relação entre vida e literatura que, por mais abordadas que tenham sido pelos mais diversos escritores, não se esgotam justamente pela sua diversidade. O livro traz ainda um apêndice fotográfico, com imagens de José Saramago.

"Democracia e Universidade" tem apresentação do reitor da UFPA, Carlos Maneschy, e traz ao leitor dois textos de José Saramago sobre democracia. O primeiro deles, a conferência "Democracia e Universidade", proferida na Universidade Complutense de Madrid, em 2005, vem acompanhado do debate que teve lugar em seguida.

A partir da referência ao conto “Pierre Menard, autor do Quixote”, de Jorge Luis Borges, ressaltando a historicidade da linguagem, José Saramago procura desvendar um caminho de noções equívocas, que nos leva ao uso corrente de termos como “justiça”, “bondade”, “educação” e, por fim, “utopia”.

O debate centra-se na problematização do termo utopia, que ocupa a parte final da conferência, opondo-o a ação e à tomada de posição para que nos tornemos agentes das necessárias transformações na sociedade.

O segundo texto intitula-se “Verdade e Ilusão Democrática”. Trata-se de conferência lida em Santiago do Chile, em abril de 2003, no ciclo "Las Conferencias de la Moneda". A partir da Política de Aristóteles e suas considerações a respeito do lugar de pobres e ricos na democracia, passando pela experiência dos romanos, Saramago chega à nossa atual renúncia participativa, renovada a cada quatro anos pelo voto, semelhante ao que, no texto anterior, são as utopias e a renúncia do presente. Para o autor, o voto legitima um sistema que se diz democrático, mas que concentra o seu poder na esfera económica e em nenhum de seus níveis visa ao bem do povo a que representa.


XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro – os livros “Da Estátua à Pedra e “Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade” serão a novidade no espaço da Editora da UFPA na XVI Bienal Internacional do Livro do Rio, que acontece de 29 de agosto a 8 de setembro de 2013. A ed.ufpa participa do evento associada a algumas das principais editoras universitárias do Brasil, que integram a Liga de Editoras Universitárias, LEU, uma associação nacional que reúne editoras e instituições públicas de ensino ou de pesquisa, vinculadas ou mantidas pelo Poder Público. A Liga é integrada pelas editoras da USP, UFMG, UFPA, UNIFESP, UNICAMP e UFSC. 

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Esposa de Saramago participa do lançamento de obras inéditas do autor
O Globo

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