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Em Português


Ensayo sobre la lucidez

Miércoles, 30.09.09

Portugal:

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Editorial Caminho

2004, 2.a ed., 2004

Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de ruptura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.

Ensaio sobre a Lucidez, o romance mais recente de José Saramago, constitui uma representação realista e dramática da grande questão das democracias no mundo de hoje: serão elas verdadeiramente democráticas? Representarão nelas os cidadãos, os eleitores, um papel real, e não apenas meramente formal?

Círculo de Leitores 2004

Edições estrangeiras:

Albânia:

Dudaj (a publicar)

Alemanha:

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Rowohlt

2006

«Ein sehr mutiges Buch … geschrieben mit eigensinniger Weisheit und frischer Wut.» (Die Zeit)

Bei einer politischen Wahl erhalten die Politiker eines namenlosen westlichen Landes eine schallende Ohrfeige: Fast alle abgegebenen Stimmzettel sind weiß! Entrüstet schlagen sie mit aller Kraft zurück: Der Ausnahmezustand wird verhängt, eine Mauer um die Stadt gezogen und schließlich jegliche behördliche Gewalt aus der Stadt abgezogen. Doch die Menschen arrangieren sich damit hervorragend und leben friedlich wie bisher. Die missachtete Staatsmacht muss also zu drastischeren Maßnahmen greifen … «Saramago ist ein Erzähler, der die Leser zur Phantasie verführt.» (Welt am Sonntag) «Eine glanzvolle politische Parabel.» (Focus) «Ein grandioses, von tiefem Skeptizismus durchzogenes Alterswerk.» (Handelsblatt) «Eine bewegende Parabel von der Verletzlichkeit der Demokratie und der Verantwortung des Einzelnen.» (Brigitte)

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Buch Club Gutenberg

2006 (Trad.: Marianne Gareis)

Die Stadt der Sehenden ist eine glanzvolle politische Parabel, ein Buch darüber, wie fragil unsere Demokratie sein kann, und wie sehr es von uns abhängt, sie mit Leben zu füllen. In der Hauptstadt einer ungenannten westlichen Demokratie geben bei einer Regionalwahl aus heiterem Himmel drei Viertel aller Bürger einen unbeschrifteten Stimmzettel ab. Die Regierung hält sich mit diesem Wahlergebnis für handlungsunfähig; eine Wiederholung bringt ein noch schlechteres Resultat. Die Minister sind bestürzt, ein subversiver Angriff auf das System, meinen manche, eine Torpedierung der Demokratie. Statt die Motive der Wähler zu ergründen, verhängen sie den Ausnahmezustand, um den „Infektionsherd“ zu finden. Diktatorische Maßnahmen und willkürliche Verhaftungen folgen. Unter den Verfolgten ist auch eine Frau, die Frau des Augenarztes aus Die Stadt der Blinden, Saramagos paradigmatischem Meisterwerk über die moralische Zerbrechlichkeit des Menschen. Die Stadt der Sehenden ist, wenngleich völlig unabhängig davon zu lesen, dessen Weiterführung, Ergänzung und Gegenstück - ein weiteres, notwendiges Element im Zyklus des großen Moralisten Saramago über das Wesen unseres Menschseins.

Angola:

Editorial Nzila 2004

Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de ruptura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.

Ensaio sobre a Lucidez, o romance mais recente de José Saramago, constitui uma representação realista e dramática da grande questão das democracias no mundo de hoje: serão elas verdadeiramente democráticas? Representarão nelas os cidadãos, os eleitores, um papel real, e não apenas meramente formal?

Argentina:

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Alfaguara

2010 (Colecção Biblioteca José Saramago) (Trad.: Pilar del Río)

«Aullemos, dijo el perro». Libro de las voces

Durante las elecciones municipales de una ciudad sin nombre, la mayoría de sus habitantes decide individualmente ejercer su derecho al voto de una manera inesperada. El gobierno teme que ese gesto revolucionario, capaz de socavar los cimientos de una democracia degenerada, sea producto de una conjura anarquista internacional o de grupos extremistas desconocidos. Las cloacas del poder se ponen en marcha: los culpables tienen que ser eliminados. Y si no se hallan, se inventam.

Con esta obra, Saramago, un escritor que se ha convertido en la conciencia lúcida de una época cegada pro los mecanismos del poder, lanza una llamada de alerta: «Puede suceder que un día tengamos que preguntarnos: ¿Quién ha firmando esto por mí?». Ese día puede ser hoy.

Brasil:

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Companhia das Letras

2004

Numa manhã de votação que parecia como todas as outras, na capital de um país imaginário, os funcionários de uma das seções eleitorais se deparam com uma situação insólita, que mais tarde, durante as apurações, se confirmaria de maneira espantosa. Aquele não seria um pleito como tantos outros, com a tradicional divisão dos votos entre os partidos "da direita", "do centro" e "da esquerda"; o que se verifica é uma opção radical pelo voto em branco. Usando o símbolo máximo da democracia - o voto -, os eleitores parecem questionar profundamente o sistema de sucessão governamental em seu país. É desse "corte de energia cívica" que fala Ensaio sobre a lucidez (2004). Não apenas no título José Saramago remete ao seu Ensaio sobre a cegueira (1995): também na trama ele retoma personagens e situações, revisitando algumas das questões éticas e políticas abordadas naquele romance.

Ao narrar as providências de governo, polícia e imprensa para entender as razões da "epidemia branca" - ações estas que levam rapidamente a um devaneio autoritário -, o autor faz uma alegoria da fragilidade dos rituais democráticos, do sistema político e das instituições que nos governam.

O que se propõe não é a substituição da democracia por um sistema alternativo, mas o seu permanente questionamento. É pela via da ficção que José Saramago entrevê uma saída para esse impasse - pois é a potência simbólica da literatura (território em que reflexão, humor, arte e política se entrosam) que se revela capaz de vencer a mediocridade, a ignorância e o medo.

Bulgária:

Colibri 2009

China:

ThinKingdom (a publicar)

Coreia:

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Hainaim

2008

Dinamarca:

Samleren (a publicar)

Egito:

General Egyptian Book Organization (a publicar)

Espanha:

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Alfaguara

2004; 2006, 2007 (Punto de Lectura- edição de bolso); 2011 (Colecção Biblioteca Saramago) (Trad.: Pilar del Río)

«Aullemos, dijo el perro.»

LIBRO DE LOS CONTRARIOS

Durante las elecciones municipales de una ciudad sin nombre, la mayoría de sus habitantes decide individualmente ejercer su derecho al voto de una manera inesperada. El gobierno teme que ese gesto revolucionario, capaz de socavar los cimientos de una democracia degenerada, sea producto de una conjura anarquista internacional o de grupos extremistas desconocidos. Las cloacas del poder se ponen en marcha: los culpables tienen que ser eliminados. Y si no se hallan, se inventan.

Los protagonistas de esta nueva novela de Saramago, un inspector de policía y la mujer que conservó la vista en la epidemia de luz blanca de Ensayo sobre la ceguera, dan muestras de la altura moral que los ciudadanos anónimos pueden alcanzar cuando deciden ejercer la libertad.

Saramago, un escritor que se ha convertido en la conciencia lúcida de una época cegada por los mecanismos del poder, lanza una llamada de alerta: «Puede suceder que un día tengamos que preguntarnos ¿Quién ha firmado esto por mí?». Ese día puede ser hoy.

«Una obra que plantea la posibilidad del voto en blanco para mejorar la democracia.» Babelia

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Edicions 62

2004, 2006 (catalão) (edição de bolso)

De cop i volta, sense anunciar-ho, sense que cap dirigent de la dreta, de l`esquerra o del centre ho sospités, el vuitanta-tres per cent dels ciutadans decideixen exercir el seu dret a votar en blanc. Durant anys els ciutadans han seguit les opinions consensualment establertes, però ara ha arribat el moment d`expressar de manera democràtica i silenciosa el que pensen; n`estan més que tips, dels abusos del poder. Totalment confós i alarmat, el govern provisional no legitimat es creu obligat a salvar la Democràcia. Ha d`actuar. I si cal prendran mesures dràstiques per aturar aquest moviment blanc clandestí que ha contagiat tot el poble. Amb el seu estil més característic, José Saramago fa una denúncia total i descarnada dels abusos del poder. Assaig sobre la lucidesa és una extraordinària novel·la, una metàfora crítica en la qual el nobel portuguès fa prevaler per damunt de tot la dignitat i la seva rotunda confiança en la societat civil "Mal temps per votar, es va queixar el president de la mesa del col·legi electoral número catorze després de tancar amb violència el paraigua xop i treure`s la gavardina...Va saludar primer els companys de mesa que havien d`actuar com a vocals, després els interventors dels partits i els seus respectius suplents. Va vigilar a fer servir amb tots les mateixes paraules, sense deixar transparentar en la cara ni en el to de veu cap indici que permetés percebre les seves pròpies inclinacions polítiques i ideològiques. "Un president, ni que sigui d`un col·legi electoral tan normal i corrent com aquest, s`ha de guiar en totes les situacions pel més estricte sentit d`independència, o, dit d`una altra manera, guardar les aparences.", Assaig sobre la lucidesa

EUA:

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Harcourt Brace

2006 (Trad.: Margaret Jull Costa)

On election day in the capital, it is raining so hard that no one has bothered to come out to vote. The politicians are growing jittery. What's going on? Should they reschedule the elections for another day? Around three o'clock, the rain finally stops. Promptly at four, voters rush to the polling stations, as if they had been ordered to appear.

But when the ballots are counted, more than 70 percent are blank. The citizens are rebellious. A state of emergency is declared. The president proposes that a wall be built around the city to contain the revolution. But are the authorities acting too precipitously? Or even blindly? The word evokes terrible memories of the plague of blindness that had hit the city four years before, and of the one woman who kept her sight. Could she be behind the blank ballots? Is she the organizer of a conspiracy against the state? A police superintendent is put on the case.

What begins as a satire on governments and the sometimes dubious efficacy of the democratic system turns into something far more sinister. A singular novel from the author of Blindness.

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Harcourt

Maio de 2011 (Trad.: Giovanni Pontiero e Margaret Jull Costa)

(em um volume com Ensaio sobre a Cegueira)

In Blindness, a city is overcome by an epidemic of blindness that spares only one woman. She becomes a guide for a group of seven strangers and serves as the eyes and ears for the reader in this profound parable of loss and disorientation. We return to the city years later in Saramago’s Seeing, a satirical commentary on government in general and democracy in particular. Together here for the first time, this beautiful edition will be a welcome addition to the library of any Saramago fan.

Finlândia:

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Tammi

2007 (Trad.: Kirjalainen Erkki)

José Saramago yllättää jälleen; yli 80-vuotiaan nobelistin mielikuvitus on yhä ehtymättömän virkeää ja uusiutuvaa. Satiirisessa romaanissaan kirjailija ampuu täyslaidallisen valtaa pitäviä poliitikkoja kohti, mutta osansa saa siinä sivussa myös enemmän kaupallisesta menestyksestä kuin asiallisesta tiedonvälityksestä huolehtiva lehdistö. Portugalissa teos herätti ilmestyttyään närkästystä.

Tarina alkaa vaaleista, joiden tulos on maan pääkaupungissa yllättävä: valtaosa äänestyslipuista on tyhjiä. Järkyttynyt hallitus järjestää uudet vaalit, mutta tyhjien äänien osuus vain lisääntyy. Demokratia on vakavasti uhattuna, ja kaupunkiin julistetaan poikkeustila. Hallinnolliset elimet siirretään pois pääkaupungista, ja ministerit maalailevat kauhukuvia sekasorrosta, joka oman onnensa nojaan jäävässä kaupungissa pian syntyy. Ironista kyllä elämä jatkuu siellä rauhallisempana ja järjestys moitteettomampana kuin ennen, aivan kuin asukkaat olisivat vain onnellisia kun konsensuspoliitikoista on päästy eroon. Tässä vaiheessa selviää, että olemme samassa kaupungissa, jossa viisi vuotta aikaisemmin kaikki sokeutuivat muutaman viikon ajaksi. Kyseessä on siis eräänlainen sisarteos Saramagon 1995 julkaistulle kirjalle Kertomus sokeudesta (suom. 1997).

Kertomus näkevistä on kiistatta Saramagon hauskin ja nenäkkäin teos. Teksti on paikoin tarkoituksellisen sekavaa ja monimutkaista poliittista parodiaa, kun vaikuttaa siltä etteivät puhujat itsekään aivan tarkkaan tiedä, mitä kliseillään tarkoittavat. Saramago korostaa haluavansa tuoda esiin sen, kuinka konsensusdemokratia on vieraantunut yhä kauemmas äänestäjistä. Länsimaisesta demokratiasta on siten tulossa eräänlainen poliittisen eliitin diktatuuri, jossa päättäjät ratkaisevat asiat niin kuin heille itselleen sopii. Tätä ajatusta Saramago valaisee kaunokirjallisin keinoin. Rohkeiden kärjistysten ja tunteisiin vetoamisen avulla hän esittää saman ravistelevan kysymyksen kuin Jeesuksen Kristuksen evankeliumissa: Mihin te oikeastaan uskotte?

França:

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Seuil

2006, 2007 (Points- edição de bolso) (Trad.: Geneviève Leibrich)

Panique électorale : à l’heure du dépouillement, 83% de votes blancs sont comptabilisés. Le chaos s’installe, le Gouvernement crie à la conspiration et déclare l’état de siège, le pouvoir se lance dans une chasse aux sorcières et la presse se déchaîne contre les coupables désignés. Seul dans la panique, un commissaire affronte la troublante vérité…

José Saramago est né en 1922 à Azinhaga, au Portugal. Écrivain majeur de la littérature portugaise, il a reçu le prix Nobel de littérature en 1998. Son œuvre, disponible en Points, est traduite dans le monde entier.

« Subversif en diable, ce roman est un petit bijou d'intelligence et d'humour dont on ne saurait trop conseiller la lecture à chacun. À commencer par les politiques de tout bord. » Le Monde

Grécia:

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Kastaniotis

2006 [Trad: Athina Psillia (Αθηνά Ψυλλιά)]

Σε κάποια χώρα γίνονται εκλογές. Η καταμέτρηση των ψήφων στην πρωτεύουσα αναδεικνύει πρώτη δύναμη το λευκό με ποσοστό περίπου 70%. Oι εκλογές επαναλαμβάνονται την επόμενη Κυριακή και το λευκό ξεπερνά το 80%. Μπροστά στο διαφαινόμενο κενό εξουσίας, τα δύο μεγάλα κόμματα, ο κρατικός μηχανισμός και οι δημόσιες υπηρεσίες εγκαταλείπουν την πόλη, καταστρώνοντας αστυνομικά σχέδια για να ανακαλύψουν τον υποκινητή. Μια έκπληξη όμως περιμένει τους κρατούντες: ο πληθυσμός της πόλης αφυπνίζεται, «φωτίζεται», και ανακαλύπτει από την αρχή τις αξίες της αλληλεγγύης, της προσωπικής ευθύνης, της αλληλοβοήθειας. Το Κράτος όμως δεν έχει πει ακόμα την τελευταία λέξη. Ένα απαισιόδοξο βιβλίο; «Δεν είμαι εγώ απαισιόδοξος. Eίναι ο κόσμος απαίσιος», ισχυρίζεται ο Ζοζέ Σαραμάγκου, που με το νέο αυτό μυθιστόρημά του, που κινείται στον αντίποδα του μυθιστορήματός του Περί τυφλότητος, γνώρισε και πάλι μεγάλη επιτυχία σε όλο τον κόσμο.

Holanda:

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Meulenhoff

2005

In De stad der zienden worden in een niet nader aangeduid land verkiezingen gehouden. Wanneer aan het einde van de dag de stemmen worden geteld, blijkt dat zo’n zeventig procent van de kiezers in de hoofdstad blanco heeft gestemd. De verkiezingen worden overgedaan en nu stemt ruim tachtig procent blanco. De regering stelt alles in het werk om de activisten op te sporen en onschadelijk te maken. Een gewelddadige breuk tussen politieke macht en volk lijkt onafwendbaar.

Hungria:

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Európa

2004 (Trad.: Pál Ferenc)

Saramago Vakság címû regényének helyszínén, az egykori „fehér vakság” országában vagyunk ismét, négy évvel a szörnyû események után, amelyekrõl ma már senki sem beszél; a közmegegyezés szerint úgy tekintenek arra az idõszakra, mintha meg sem történt volna.

Ám egyszer csak megint furcsa dolgok történnek: a fõvárosi önkormányzati választásokon az emberek túlnyomó többsége üres szavazólapot dob az urnába. A megismételt választáson ugyanez történik, mire a demokráciát erõszakkal is érvényesíteni akaró kormány megbünteti a renitenskedõ fõvárost: elõbb kijárási tilalmat, majd ostromállapotot rendel el, s ügynökök, titkosrendõrök ezrei próbálják megtalálni az összeesküvés szervezõit.

A tehetetlen kormánynak végül – egy állampolgári bejelentés nyomán – mentõ ötlete támad: kiderül, hogy a négy évvel korábbi vakság idején akadt egy nõ, aki nem veszítette el a látását. Egy háromfõs nyomozócsapat kapja a feladatot, hogy leplezze le az illetõt; a hatalom ugyanis kapva kap az alkalmon, hogy végre megtalálhatja ennek az új „vakságnak” a terjesztõjét...

Borzongatóan, kegyetlenül determinált, orwelli világ tárul ki elõttünk Saramago új mûvében, amelynek írásakor a szerzõre nyilván hatottak az elmúlt évek világpolitikai eseményei: regénye szuggesztív vízió és látlelet arról, mivé fajulhat a modern demokrácia.

India:

Kaloharaph (a publicar)

Israel:

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Hakibbutz

2006 [Trad.: Miriam Tivon (מרים טבעון)]

רק סאראמאגו, הסופר הכי חי באירופה, יכול להפיח רוח-חיים כזאת, חום אנושי כזה, זרימה עוצרת מורהז'וזה סאראמאגו, חתן פרס נובל לספרות, חוזר כאן ל'על העיוורון' הבלתי-נשכח שלו ברומאן המשך, שהוא גם ניגוד. העלילה של 'על הפיקחון' נפתחת ארבע שנים לאחר שבלי שום הסבר נעלם כלעומת-שבא העיוורון הלבן שתקף את כל האזרחים, פרט לאשתו של רופא-העיניים, היחידה שנותרה פקוחת-עיניים. אשתו של רופא-העיניים תופיע גם בספר זה, בתוך כל השישה, בני-חבורתה. במחצית הספר היא מפציעה והופכת להיות אחת משתי הדמויות המרכזיות, במלוא אנושיותה הסוחפת. הדמות שמנגד לה תהיה זו של רב-פקד, שנשלח על-ידי השלטון לעקוב אחריה ולהפליל אותה. תחילה הוא נראה קריקטורה, פארודיה על דמות מסרט-פעולה, המשתלבת יפה באופי של סרט-מתח שהספר הולך ולובש. אבל דווקא הרב-פקד יעבור את המהפך האנושי הדרמטי ביותר בספר, ותתגלם בו כוחה של האמפתיה להתגבר אף על המצבים האבסורדיים ביותר. קודם-לכן תתגלגל העלילה מדחי אל דחי, בלי יכולת לעצור, בשל "מגפה לבנה", "עיוורון לבן" חדש: ביום הבחירות בעיר הבירה לא מגיע איש להצביע בגלל הגשם והסופה. אבל בשעה ארבע, לאחר שמזג-האוויר השתפר, נוהרים לפתע התושבים לקלפיות בהמוניהם כאיש אחד. כשאלה נפתחות, מסתבר שיותר משבעים אחוז הצביעו בפתק לבן. בחירות חוזרות, כעבור שבוע, מעלות את אחוז הפתקים הלבנים לשמונים-ושלושה. השימוש שלוח-הרסן בזכות ההצבעה בפתק לבן נראה לממשלה כאיום על אושיות הדמוקרטיה והמולדת, כאילו התעוור קהל הבוחרים ועיניו טחו מראות את ההשלכות ההרסניות של הצבעתו. וכך מכריזה הממשלה מצב חירום, ופעולותיה נגד תושבי עיר הבירה הולכות ומסלימות. האם אשה אחת, בגלל שלא התעוורה לפני ארבע שנים, בימי העיוורון הלבן, אחראית היום ל"קונספירציה הלבנה" – לכך שכמה מאות-אלפי אנשים, שמעולם לא שמעו עליה, הצביעו בפתק לבן? רק סופר חכם, חריף, פרוע וחם-רגש כסאראמאגו יכול לרקוח את העלילה המבריקה הזאת, שתביא אותנו לבחון לא מעט מוסכמות שחוקות של חיינו במבט חדש.

Itália:

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Einaudi

2004, 2005 (edição de bolso) (Trad.: Rita Desti)

«Se il Saggio sulla lucidità non causerà polemiche è perché la società dorme». José Saramago

«Un libro con cui, si voglia o non si voglia, si concordi o no, siamo tutti chiamati a discutere». la Repubblica

Un paese senza nome. Una città senza nome. Delle normali elezioni amministrative. Ma qualcosa non va per il verso giusto. La gente non va al mare, non diserta i seggi. Vota, ma vota scheda bianca. Un gesto rivoluzionario, una congiura anarchica, una provocazione di gruppi estremisti? Si ventila infine l'ipotesi che debba esservi un nesso fra la «rivolta delle schede bianche» e l'epidemia di cecità dilagata per un certo tempo quattro anni addietro. Uno degli agenti segreti sguinzagliati per la capitale indaga sulla donna che all'epoca non diventò cieca, indicata come l'autrice di un delitto; e su suo marito, il medico oculista. Entra in contatto con lei, e prende coscienza delle vere intenzioni del governo...

Un avvincente «giallo politico» in cui ritornano gli indimenticabili protagonisti di Cecità. Un apologo sui lati oscuri del potere e una spietata analisi del mondo contemporaneo.

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Feltrinelli UE

2011 (Trad.: Rita Desti)

Cosa succede a un paese se alle elezioni i cittadini decidono in massa di votare scheda bianca? Quali meccanismi vengono sollecitati fino alla rottura, quali contromisure andranno messe in atto? Se lo chiede José Saramago con questo straordinario romanzo, avvincente come un giallo e penetrante come un'analisi (fanta)politica. L'ipotesi più accreditata è che ci sia un legame fra questa "rivolta bianca" e l'epidemia di cecità che, solo quattro anni prima, si era sparsa come la peste. Gli indimenticabili protagonisti di Cecità fanno ritorno, per condurci in un viaggio di scoperta delle radici oscure del potere. Un viaggio che ci fa gettare uno sguardo nuovo e spietato sui meccanismi del mondo nel quale esercitiamo (o crediamo di esercitare) ogni giorno la nostra libertà.

Katar:

Ministry of Culture, Arts and Heritage (a publicar)

México:

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Alfaguara

¿Qué pasaría si todos decidiéramos, libremente, ir a votar en blanco? Los resultados son pasmosos: los dueños del poder no saben qué hacer ante la ola de conciencia ciudadana, el desconcierto cunde y se desatan los demonios. La obra es una lección de dignidad, fortaleza y lucha indomable por los más altos ideales.

Noruega:

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Cappelens

2005, 2006 (edição de bolso) (Trad.: Kjell Risvik)

Kommunevalget (i den ikke navngitte byen) gir et foruroligende resultat. Den lave valgdeltagelsen kan skyldes det overhendige regnværet (bøtter, tønner, niler og yangtsekianger), langt mer foruroligende er det at opptil 83% av stemmesedlene viser seg å være blanke. Myndighetspersoner aner et ulmende opprør (mot hva?), og setter straks i verk tiltak for å ta ondet (hvilket?) ved roten. Raskt brister systemets demokratiske ferniss. Med alvorligste mine - og få motforestillinger - innskrenkes, og fjernes, borgernes rettigheter.

I det stigende hysteriet trekkes trådene tilbake til den epidemi av blindhet som rammet byens innbyggere noen år tidligere, en form for hvit blindhet som bare skånet én kvinne. Kan de blanke (eller altså hvite) stemmesedlene føres tilbake til den spesielle kvinnen fra den gangen?

Polónia:

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Rebis

2009 (Trad.: Wojciech Charchalis )

Wstrząsające studium opresyjności władzy i wnikliwe spojrzenie na społeczną naturę człowieka i jego zdolność do nieustannych zmian

José Saramago, laureat literackiej Nagrody Nobla z 1998 r. i najpopularniejszy na świecie prozaik portugalski, sławę zdobył dopiero w sześćdziesiątym roku życia swoją trzecią powieścią Baltazar i Blimunda, nagrodzoną prestiżową nagrodą portugalskiego PEN Clubu oraz Nagrodą Literacką Miasta Lizbona.

Nakładem Domu Wydawniczego REBIS ukazały się dotychczas: Baltazar i Blimunda, Wszystkie imiona, Rok śmierci Ricarda Reisa, Kamienna tratwa, Historia oblężenia Lizbony oraz Miasto ślepców

W nienazwanym mieście, znanym czytelnikom z Miasta ślepców, obywatele postanawiają w niezwykły sposób skorzystać z prawa wyborczego. 80 procent wyborców wrzuca do urn czyste białe karty do głosowania. Tę manifestacje rząd interpretuje jako podważenie zasad demokracji, jako spisek wymierzony przeciwko prawowitym władzom wybranym w demokratycznych wyborach. Zapada decyzja o wprowadzeniu stanu wyjątkowego, rząd, obrażony na swoich obywateli, opuszcza miasto. Nikt jednak nie jest w stanie przewidzieć, jaki będzie rozwój wydarzeń, rzeczywistość zadaje kłam wszystkim przewidywaniom i zmusza do rewizji utartych poglądów.

Ta niezwykła powieść laureata literackiej Nagrody Nobla jest wstrząsającym studium opresyjności władzy i nieludzkości ludzkiej natury, a także wnikliwym spojrzeniem na społeczną naturę człowieka i jego zdolność do nieustannych zmian.

Reino Unido:

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Harvill

2006 (Trad.: Margaret Jull Costa)

A brilliant, cruelly ironic, surreal exposé of what we think of as civil society John Burnside Scotland on Sunday

Despite the heavy rain, the presiding officer at Polling Station 14 finds it odd that by midday on National Election day, only a handful of voters have turned out.

Puzzlement swiftly escalates to shock when eventually, after an extension, the final count reveals seventy per cent of the votes are blank - not spoiled, simply blank. National law decrees the election should be repeated eight days later. The result is worse; eighty-three per cent of the votes are blank. The incumbent government receives eight per cent and the opposition even less. The authorities, seized with panic, decamp from the capital and place it under a state of emergency.

Who are the insurgents? Why the desire to destabilise the country? The authorities leap from one possibility to the next, but achieve nothing. The lack of hostility exacerbates things, since how can justice be meted out when not a single law has been broken? To all intents and purposes the administration is blind. Similarities to the plague of blindness that struck the city four years ago become apparent.

In his new novel, José Saramago has deftly created the politician's ultimate nightmare: disillusionment not with one party, but with all, thereby rendering the entire democratic system useless. Seeing explores how simply this could be achieved and how devastating the results might be.

He writes with wit, with heartbreaking dignity, and with the simplicity of a great artist in full control of his art - Guardian

Nothing I can remember reading tells me more and with such arresting humour and simplicity, about the imposture of the times we live in Julian Evans - Independent

Saramago portrays an instantly recognisable world in which our political master bang on about democracy while pursuing policies without any regard to the normal standards of law and basic morality, but in this dense, dark and occasionally brutal book he never forgets the satirist’s duty to be funny Peter Parker - Sunday Times

The narrative voice is impressively uncompromising Sarah Emily Miano - The Times

This is political satire delivered with rare intellectual gravitas - Mail on Sunday

Roménia:

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Polirom

2008 (Trad.: Georgiana Barbulescu)

Romanul Eseu despre luciditate debuteaza cu un scrutin general in capitala unei tari imaginare, dar perfect obisnuite. La sfirsitul zilei, se numara voturile si reiese ca aproximativ saptezeci la suta dintre electori votasera in alb. Duminica urmatoare oamenii sint din nou chemati sa voteze si, de data aceasta, numarul de voturi in alb depaseste optzeci la suta. Membrii guvernului intra in panica, o molima contagioasa pare sa le submineze demersurile politice si, daca este asa, atunci aceasta trebuie anihilata. Incercind sa afle care ar putea fi explicatia unui asemenea fenomen, incep o vasta operatiune politieneasca, culminind, in lipsa de rezultate, cu instaurarea starii de asediu si retragerea guvernului din capitala - provizoriu, sustin mai-marii, pina cind populatia capitalei va reveni la sentimente mai bune in ceea ce priveste puterea politica, cea despre care se presupune ca ar trebui sa-i reprezinte. Izolati si lipsiti de "indrumare", cetatenii capitalei au reactii dintre cele mai imprevizibile.

Sérvia:

Laguna (a publicar)

Suécia:

fjs

Wahlström & Widstrand

2006 (Trad.: Hans Berggren)

Vad skulle hända om majoriteten av valdeltagarna i ett politiskt val bestämde sig för att rösta blankt? Det är vad som händer i Nobelpristagaren José Saramagos nya roman Klarsynen. Inrikesministern misstänker en konspiration och inför undantagstillstånd, förflyttar regeringen och sätter igång en klappjakt på blankröstare. Terrordåd och mord avlöser varandra, när någon påminner sig om den kvinna som under den vita blindheten för fyra år sedan var den enda som förblev seende. Kan hon ligga bakom sammansvärjningen?

"Om inte den här boken väcker debatt så är det för att samhället sover", sa författaren i samband med att boken publicerades i Portugal.

Turquia:

Can (a publicar)

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Somos lo que dice el documento José Saramago firmado en Lisboa el 29 de junio de 2007. Somos la Fundación José Saramago.
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La Casa dos Bicos

La Casa dos Bicos, edificio del siglo XVI situado en la calle Bacalhoeiros, Lisboa, es el hogar de la Fundación José Saramago.

La Casa dos Bicos se puede visitar de lunes a sábado de 10h a las 18h (última entrada a las 17h30m).
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A Casa José Saramago en Lanzarote

La casa hecha de libros se puede visitar de lunes a sábado de 10h a las 14h30. También se puede caminar virtualmente, aquí.

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