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Em Português

Las palabras de Saramago


Porto Editora apresenta novas edições da obra de José Saramago

Miércoles, 28.05.14

A Porto Editora apresentou na manhã desta quarta-feira, 28 de maio, na Casa dos Bicos, as nove primeiras obras de Saramago a serem publicadas pela sua nova casa editorial em Portugal.

Numa conferência de imprensa realizada na sede da Fundação José Saramago foram apresentadas as novas edições. A principal novidade consiste no facto de as capas serem "assinadas" por personalidades do mundo cultural português. Cada uma delas escreveu pelo próprio próprio punho o título das obras - o trabalho gráfico ficou a cargo do atelier Silvadesigners. A lista dos "autores" das capas e dos títulos a serem publicados nesta primeira etapa é a seguinte:   

 

Álvaro Siza Viera: História do Cerco de Lisboa

Armando Baptista-Bastos: A Noite

Dulce Maria Cardoso: Ensaio sobre a Lucidez

Eduardo Lourenço: A Caverna 

Gonçalo M. Tavares: As Pequenas Memórias 

Jílio Pomar: Manual de Pintura e Caligrafia

Lídia Jorge: O Homem Duplicado

Mário de Carvalho: A Viagem do Elefante

Valter Hugo Mãe: Intermitências da Morte

 

A partir de amanhã, dia 29 de maio, os livros estarão à venda em todo o país. As obras poderão também ser adquiridas no stand que a Porto Editora dedica a José Saramago na Feira do Livro de Lisboa, que abre ao público nessa data. 

 

Assista ao vídeo que mostra o processo de produção das capas: 

Ler nota de imprensa da Porto Editora

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publicado por Fundación Saramago

Eduardo Lourenço, 91 años

Viernes, 23.05.14

José Saramago ajusta os óculos de Eduardo Lourenço (Foto de Eduardo Cabrita)


Nesta sexta-feira, dia 23 de maio, o ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço completa 91 anos de vida. José Saramago manteve com o "professor", como é conhecido, uma grande amizade que se baseava, também, num enorme respeito intelectual mútuo. Nesta data, além de desejar muitas felicidades a Eduardo Lourenço, a Fundação José Saramago recupera um texto escrito por Saramago em 2008, no qual recorda uma divertida sessão de fotografias de que ambos foram protagonistas. 

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008


Eduardo Lourenço
Sou devedor contumaz de Eduardo Lourenço desde 1991, precisamente há dezassete anos. Trata-se de uma dívida um tanto singular porque, sendo natural que ele, como lesado, não a tivesse esquecido, já é menos habitual que eu, o lesante, ao contrário do que com frequência sucede em casos semelhantes, nunca a tenha negado. Porém, se é certo que jamais me fingi distraído da falta, há que dizer que ele também não consentiu que eu me deixasse enganar pelos seus silêncios tácticos, que de vez em quando interrompia para perguntar: “Então essas fotografias?” A minha resposta era sempre a mesma: “Ó diabo, tenho tido muito trabalho, mas o pior de tudo é que ainda não pude mandar fazer as cópias”. E ele, tão invariável como eu: “As fotografias são seis, tu ficas com três e dás-me as restantes”, “Isso nunca, era o que faltava, tens direito a todas”, respondia eu, hipocritamente magnânimo. Ora, é tempo de explicar que fotografias eram estas. Estávamos, ele e eu, em Bruxelas, na Europália, e andávamos por ali como quaisquer outros curiosos, de sala em sala, comentando as belezas e as riquezas expostas, e connosco ia o Augusto Cabrita, de máquina em riste, à procura do instantâneo imortal. Que pensou haver encontrado num momento em que Eduardo Lourenço e eu nos havíamos detido de costas para uma tapeçaria barroca sobre um tema desses históricos ou míticos, não sei bem. “Aí”, ordenou Cabrita com aquele ar feroz que têm os fotógrafos em situações de alto risco, como imagino que eles as consideram. Ainda hoje estou sem saber que diabinho me levou a não tomar a sério a solenidade do momento. Comecei por compor a gravata do Eduardo, depois inventei que os óculos dele não estavam bem ajustados e dediquei-me a pô-los no seu sítio, de onde nunca haviam saído. Começámos a rir-nos como dois garotos, ele e eu, enquanto o Augusto Cabrita aproveitava, com sucessivos disparos, a ocasião que lhe tinha sido oferecida de bandeja. Esta é a história das fotografias. Dias depois o Augusto Cabrita, que morreria passados dois anos, mandou-me as imagens tomadas, crendo, decerto, que elas ficariam em boas mãos. Boas eram, ou não de todo más, mas, como já deixei explicado, pouco diligentes.Tempos depois deu-me para escrever o romance Todos os Nomes, o qual, conforme pensei então e continuo a pensar hoje, não poderia ter melhor apresentador que o Eduardo. Assim lho fiz saber, e ele, bom rapaz, acedeu imediatamente. Chegou o dia, a sala maior do Hotel Altis a rebentar pelas costuras, e do Eduardo Lourenço nem novas nem mandadas. A preocupação respirava-se no ar carregado, algo deveria ter sucedido. Além disso, como toda a gente sabe, o grande ensaísta tem fama de despistado, podia ter-se equivocado de hotel. Tão despistado, tão despistado que, quando finalmente apareceu, anunciou, com a voz mais tranquila do mundo, que tinha perdido o discurso. Ouviu-se um “Ah” geral de consternação, que eu, por obra dos meus maus instintos, não acompanhei. Uma suspeita atroz me havia assaltado o espírito, a de que o Eduardo Lourenço decidira aproveitar a ocasião para se vingar do episódio das fotografias. Enganado estava. Com papéis ou sem eles, o homem foi brilhante como sempre. Pegava nas ideias, sopesava-as com o falso ar de quem estava a pensar noutra coisa, a umas deixava-as de lado para um segundo exame, a outras dispunha-as num tabuleiro invisível esperando que elas próprias encontrassem as conexões que as potenciariam, entre si e com alguma da segunda escolha, mais valiosa afinal do que havia parecido. O resultado final, se a imagem é permitida, foi um bloco de ouro puro.A minha dívida tinha aumentado, ultrapassara em tamanho o buraco de ozono. E os anos foram passando. Até que, há sempre um até que para nos pôr finalmente no bom caminho, como se o tempo, depois de muito esperar, tivesse perdido a paciência. Neste caso foi a leitura recente de um ensaio de Eduardo Lourenço, Do imemorial ou a dança do tempo, na revista “Portuguese Literary & Cultural Studies 7” da Universidade de Massachusetts Dartmouth. Resumir essa extraordinária peça seria ofensivo. Limitar-me-ei a deixar constância de que as famosas cópias já se encontram finalmente em meu poder e de que o Eduardo em poucos dias as receberá. Com a maior amizade e a mais profunda admiração.

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publicado por Fundación Saramago

Viva o elefante Salomão!

Viernes, 23.05.14

Tem amanhã início a digressão de 2014 do espectáculo A Viagem do Elefante, uma produção da ACERT, em parceria com a Flor de Jara e a Fundação José Saramago. Durante mais de três meses, o elefante Salomão percorrerá 14 concelhos da Comunidade Intermunicipal de Dão Lafões.

O primeiro espectáculo terá lugar no Adro da Sé, em Viseu, às 21h30, e contará, como aconteceu nos espectáculos anteriores, com uma grande participação de voluntários locais que se juntarão à equipa de actores e técnicos do Trigo Limpo Teatro ACERT.

Os trabalhos em Viseu tiveram início na passada terça-feira e nem a chuva dos últimos dias atemorizou Salomão que hoje foi apresentado à população de Viseu.

Enquanto a equipa da ACERT estava a montar o elefante no local que amanhã assistirá à adaptação do texto de José Saramago, chegou uma escola do primeiro ciclo, que vinha para uma visita ao Museu Grão Vasco. Um dos atores disse-lhes que este bicho era o elefante Salomão, que daqui a nada estaria inteiro, e as crianças começaram a gritar em coro.

Desde Lisboa, juntamos-nos a todos os que fazem de A Viagem do Elefante uma festa, gritando também "Viva o elefante Salomão!"

Viva o elefante Salomão! from Fundação Jose Saramago on Vimeo.

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La más vieja historia del mundo

Miércoles, 21.05.14

El sufrimiento que padecen mujeres en Nigéria, Sudán, Somália y tantos otros lugares del mundo, agudizado por secuestros infames y calamidades ecológicas, nos hace recordar las palabras escritas por José Saramago hace cinco años tras leer un reportaje de Laura Restrepo sobre Yemen publicado en El País. Dice Saramago: "Detrás de cada palabra escrita por Laura hay lágrimas, gemidos y gritos que serían capaces de quitarnos el sueño si nuestra flexible conciencia no se hubiese acomodado a la idea de que el mundo va adonde quieren los que lo dominan y que nosotros ya tenemos suficiente con cultivar nuestro patio lo mejor que sepamos, sin tener que preocuparnos con lo que pasa al otro lado del muro. Esta, sí, es la más vieja historia del mundo."

 

Abajo el texto completo escrito por Saramago y publicado en Otros Cuadernos, el blog que el escritor mantenía aquella época:

 

Lunes, 10 de Agosto de 2009

Yemen

A la escritora colombiana Laura Restrepo, nuestra amiga por razones de corazón y de ideas, le encargó Médicos sin Fronteras que viajase a Yemen para luego contar lo que hubiera visto, oído y sentido. El relato de esa experiencia ha sido ahora publicado el “El País semanal”, un reportaje impresionante como, en principio, cualquier otro que se haga en África, aunque el arte de narrar de Laura, al rechazar, como es propio de su naturaleza de escritora, los efectos emotivos de una escritura que intencionalmente apelase a la sensibilidad del lector, prefiera expresarse en una obstinada búsqueda de realidad directa al alcance de pocos. Las descripciones de la llegada de los barcos que vienen de Somalia sobrecargados de fugitivos que esperan encontrar en Yemen la solución a las dificultades que los había empujado al mar, son de una insólita eficacia informativa. Vienen en los barcos los hombres, las mujeres y los niños habituales, pero Laura Restrepo no tarda en mostrarnos como es posible hablar de hombres sin estar obligado a hablar de las mujeres y de los niños que con ellos vienen, aunque de los niños sería imposible hablar si no se habla también, y sobre todo, de las madres que los traen, a veces todavía en la barriga. Las situaciones en que esas mujeres se encontrarán después de desembarcar en Yemen, constituyen un catálogo completo de las humillaciones morales y físicas a que están sujetas simplemente por el hecho de haber nacido mujeres. Detrás de cada palabra escrita por Laura hay lágrimas, gemidos y gritos que serían capaces de quitarnos el sueño si nuestra flexible conciencia no se hubiese acomodado a la idea de que el mundo va adonde quieren los que lo dominan y que nosotros ya tenemos suficiente con cultivar nuestro patio lo mejor que sepamos, sin tener que preocuparnos con lo que pasa al otro lado del muro. Esta, sí, es la más vieja historia del mundo.

 

Ver el vídeo del reportaje de Restrepo

Leer el reportaje

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Blimunda # 24, maio 2014

Martes, 20.05.14

Descarregar Blimunda # 24 português
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Num dos seus romances, José Saramago faz a Península Ibérica viajar, como se fosse uma “jangada de pedra”. Nesta edição de maio, a Blimunda convida os seus leitores a empreender viagens para vários sítios: a Lanzarote, para conhecer melhor o livro de fotos de João Francisco Vilhena sobre a ilha de Saramago; a Lisboa, que recebeu mais uma edição do Festival da Máscara Ibérica; ao Brasil de Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo e à sua visão sobre o 25 de abril, com passagens pelo universo mágico de João Lizardo ou o assustador cinema de Tobe Hooper.

Já quase no fecho da revista chegou-nos a notícia de que, graças ao trabalho do atelier Silvadesigners, a Blimunda foi distinguida com o prémio prata na categoria de Design Editorial/Publicações Periódicas no XVI Festival do Clube de Criativos de Portugal. A distinção alegra-nos e motiva-nos ainda mais na tarefa de mensalmente produzir conteúdos culturais que despertem o interesse dos nossos leitores.

Boas leituras e até junho, mês em que a Blimunda, cheia de novidades, completa dois anos.

Blimunda N.º 24 - maio 2014 by Fundação José Saramago

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publicado por Fundación Saramago

Blimunda de prata

Lunes, 19.05.14

O trabalho de Jorge Silva/Silvadesigners na revista Blimunda, publicação digital da Fundação José Saramago, de periodicidade mensal e acesso livre, foi distinguido com o prémio Prata em Design Editorial ⁄ Publicações Periódicas no XVI Festival do Clube de Criativos de Portugal, evento destinado a apreciar a excelência criativa da publicidade e do design portugueses.

Quase a comemorar dois anos de vida, a Blimunda dedica-se às mais diversas formas de manifestação cultural. Nas suas páginas destacaram-se estudos sobre autores como Gabriel García Márquez, Carlos Fuentes e Jorge Amado, para além da habitual secção Saramaguiana, espaço de publicação de textos sobre a obra de José Saramago. A literatura infantil e juvenil ocupa também um lugar de destaque em cada edição, a par de outras secções regulares.

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La Casa dos Bicos, edificio del siglo XVI situado en la calle Bacalhoeiros, Lisboa, es el hogar de la Fundación José Saramago.

La Casa dos Bicos se puede visitar de lunes a sábado de 10h a las 18h (última entrada a las 17h30m).
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