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Lanzarote – A Janela de Saramago reúne fotografias de João Francisco Vilhena e textos do Nobel português

Martes, 29.04.14
(Capa)

«Um súbito pensamento: será Lanzarote, nesta altura da vida, a Azinhaga recuperada?», questionava José Saramago nos seus Cadernos de Lanzarote. Em 1993, o escritor decidia mudar-se com Pilar del Río para essa ilha das Canárias, um local rodeado por vulcões onde encontrou a tranquilidade que procurava e onde ergueu a sua Casa e a sua Biblioteca. Há quinze anos, após o anúncio da atribuição do Prémio Nobel, recebeu o fotógrafo João Francisco Vilhena para um passeio de que resultariam fotografias surpreendentes, expostas em dezembro desse ano em Estocolmo, e agora reunidas no livro Lanzarote – A Janela de Saramago, a publicar pela Porto Editora a 9 de maio. Neste livro, as fotografias jogam em harmonia com os textos de José Saramago, presentes nos Cadernos de Lanzarote, sobre a terra, a paisagem, a vida: reflexões do Nobel português sobre os temas que o marcavam. Uma combinação que resulta num livro único.

Lanzarote – A Janela de Saramago será apresentado no festival LeV – Literatura em Viagem, no dia 10 de maio, às 12:00, na Galeria Municipal de Matosinhos, numa sessão que contará com a presença de João Francisco Vilhena e Pilar del Río. Posteriormente, será apresentado em Lisboa.


(Contracapa)

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publicado por Fundación Saramago

Depois da Noite o Quê?, diálogo de Jaime Rocha com obra teatral de José Saramago

Jueves, 24.04.14

Descarregar Depois da Noite o Quê? (pdf)

Em 1998, o jornalista e escritor Jaime Rocha aceitou um convite e criou uma peça teatral a partir da releitura de A Noite, obra de José Saramago escrita em 1979 e que aborda as horas iniciais do 25 de Abril. Rocha aproveitou algumas personagens e o cenário concebidos por Saramago, adiantou o relógio e assinalou no título a continuidade temporal do texto: Depois da Noite o Quê? A peça de Rocha teve estreia no Teatro Carnide no dia 24 de Abril de 1998, logo a seguir a uma encenação de A Noite.

“Pego na peça do Saramago e envelheço-a 25 anos. Se na obra dele a revolta interna é contra o fascismo, contra a censura, na minha é uma luta, já em democracia, pela verdade dos factos”, explica o dramaturgo que trabalhou durante mais de 30 anos em redações de jornais, cenário de ambas as peças.

Se na história construída por Saramago a noite em questão era a do 24 para o 25 de Abril de 1974, no caso do texto de Rocha a noite em questão é a do aniversário dos 25 anos da Revolução dos Cravos. Em ambas há um conflito entre jornalistas e chefes sobre a escolha da manchete para o dia seguinte, deixando claro que muitas vezes interesses alheios à verdade noticiosa se sobrepõem ao bom jornalismo.

Para Rocha, tanto o texto de Saramago como o seu permanecem atuais, porque nas redações continuam a existir interesses distintos entre patrões e empregados. “Passámos da censura durante a ditadura para, em democracia, a autocensura, uma censura por interesse”, diz. Hoje em dia, se alguém se propusesse fazer uma nova leitura da obra de Saramago, a ameaça ao exercício do bom jornalismo seria a precariedade da profissão, opina Rocha. “Se fosse escrita hoje, haveria outro tipo de preocupação: o medo de os jornalistas ficarem no desemprego, algo que afecta a qualidade do jornalismo feito”.

Para assinalar os 40 anos da Revolução dos Cravos, a Fundação José Saramago pediu a Jaime Rocha autorização para publicar, em formato virtual, o texto Depois da Noite o Quê?.

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publicado por Fundación Saramago

Blimunda # 23, abril 2014

Domingo, 20.04.14

Descarregar Blimunda # 23 português (pdf)
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Numa data tão simbólica para Portugal, a Blimunda não poderia ficar alheia ao aniversário de 40 anos do 25 de Abril. Neste mês a revista dedica boa parte dos seus conteúdo à celebração da Revolução dos Cravos. Do acervo de Vasco Gonçalves, em depósito na Fundação José Saramago, recuperam-se 15 cartazes do 25 de Abril, acompanhados por frases de 15 convidados, de diferentes países, sobre o significado desse momento histórico. Sara Figueiredo Costa escreve sobre Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes, um precioso registo da manhã em que a democracia renasceu. Há ainda espaço para A Hora da Revolução: vinte anos depois, um texto escrito por Eduardo Lourenço em 1994, inédito em português, e para O sabor da palavra Liberdade, discurso proferido por José Saramago em 1990.

Na secção Infantil e Juvenil, o 25 de Abril está em destaque com um mosaico de obras revolucionárias publicadas antes de 1974. Andreia Brites conversa com as três editoras independentes que este ano marcaram presença na Feira do Livro Infantil de Bolonha com espaço próprio.

A abrir este número, num dos poucos textos sem referência ao 25 de Abril, Sara Figueiredo Costa publica as suas impressões sobre a terceira edição do festival literário Rota das Letras, em Macau.

Até Maio!

Blimunda N.º 23 - abril 2014 by Fundação José Saramago

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Gabo

Jueves, 17.04.14

Os escritores dividem-se (imaginando que aceitem ser assim divididos…) em dois grupos: o mais reduzido, daqueles que foram capazes de rasgar à literatura novos caminhos, o mais numeroso, o dos que vão atrás e se servem desses caminhos para a sua própria viagem. É assim desde o princípio do planeta e a (legítima?) vaidade dos autores nada pode contra as claridades da evidência. Gabriel García Márquez usou o seu engenho para abrir e consolidar a estrada do depois mal chamado “realismo mágico” por onde logo avançaram multidões de seguidores e, como sempre acontece, os detractores de turno. O primeiro livro seu que me veio às mãos foi Cem Anos de Solidão e o choque que me causou foi tal que tive de parar de ler ao fim de cinquenta páginas. Necessitava pôr alguma ordem na cabeça, alguma disciplina no coração, e, sobretudo, aprender a manejar a bússola com que tinha a esperança de orientar-me nas veredas do mundo novo que se apresentava aos meus olhos. Na minha vida de leitor foram pouquíssimas as ocasiões em que uma experiência como esta se produziu. Se a palavra traumatismo pudesse ter um significado positivo, de bom grado a aplicaria ao caso. Mas, já que foi escrita, aí a deixo ficar. Espero que se entenda.

José Saramago

--

Ler Blimunda dedicada a Gabriel García Márquez

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José Saramago dá nome a novo avião da TAP

Lunes, 14.04.14

Há alguns anos, à partida para (mais) uma viagem de avião, e diante do painel de azulejos dedicado a Bartolomeu de Gusmão, que acolhe os passageiros no Aeroporto da Portela, alguém disse a José Saramago que seria extraordinário se um avião recebesse o nome de Blimunda, a mulher que via por dentro das pessoas e recolhia vontades para que a passarola chegasse a levantar voo.

O sorriso de José Saramago foi a forma de manifestar o seu agrado perante tal inaudita ideia.

Agora, por iniciativa da TAP, não será o nome de Blimunda a cruzar os céus, mas o do próprio Escritor, Prémio Nobel de Literatura. Trata-se de um Airbus A320, com a matrícula CS – TNW, que entra ao serviço da companhia este Verão e é um dos novos aviões que reforçam a frota da TAP este ano, permitindo-lhe expandir a sua Rede de operações a 11 novos destinos em 2014. “A atribuição do nome de “José Saramago” a um dos aviões da nossa frota é uma enorme honra para a companhia aérea portuguesa, que, deste modo, homenageia simbolicamente um dos maiores expoentes da língua Portuguesa, evocando o Nobel pelos céus do mundo e levando, nas suas asas, o nome de José Saramago a dezenas de cidades na Europa e em África”, afirmou Luiz da Gama Mór, Administrador-Executivo da TAP.

Assinalando a entrada da aeronave em serviço, nos meses de Junho, Julho e Agosto, será exibido a bordo da frota de longo curso da companhia o filme José Saramago, o tempo de uma memória, da realizadora Carmen Castillo, celebrando desta forma a atribuição do nome de José Saramago a este novo avião da TAP.

Boa viagem!

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A Viagem do Elefante na coleção 1+1=1 da Vista Alegre

Jueves, 10.04.14

No próximo dia 15 de abril, às 18h30, a loja da Vista Alegre Atlantis no Chiado será palco da apresentação da peça A Viagem do Elefante, recriação de autoria de David de Almeida do livro de José Saramago, naquele que é o 5.º lançamento da Coleção 1+1=1, que celebra a obra de criadores consagrados. 

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