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Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo na Fundação José Saramago - 30 de abril, 18h30

Lunes, 28.04.14

Duas das vozes mais respeitadas do jornalismo e da literatura brasileira, Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo, amigos inseparáveis, estarão no auditório da Fundação José Saramago nesta quarta-feira, dia 30, às 18h30, para uma conversa sobre a recepção do 25 de Abril no Brasil. Zuenir Ventura foi o primeiro jornalista brasileiro, e um dos primeiros estrangeiros, a chegar a Lisboa após a Revolução. Assistiu encantado e esperançado aos acontecimentos daqueles dias para logo escrever sobre o que viu. Repetidas vezes declarou que a cobertura do 25 de Abril foi um dos momentos mais importantes e mais emocionantes da sua carreira. Luis Fernando Veríssimo acompanhou a partir de um país reprimido por uma ditadura férrea as notícias que chegavam de um Portugal em festa. Para contar como viveram esses dias, ambos participarão numa conversa na Fundação José Saramago.

(Zuenir Ventura em Lisboa, Abril de 1974;Fotografia publicada no suplemento Ípsilon, do jornal Público, de 25 de Abril de 2014)

A sessão, que conta com o apoio da TAP, integra a programação organizada pela Fundação José Saramago para assinalar os 40 anos do 25 de Abril. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

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Congresso A Revolução de Abril, de 21 a 24 de abril

Lunes, 21.04.14

A partir de hoje e até ao dia 24 de abril, o Teatro Nacional Dona Maria II é palco do Congresso dedicado à Revolução de Abril (1974-1975), que reúne intervenções de participantes e investigadores do processo revolucionário de 1974-75. O Congresso é organizado pelo Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, a Fundação Mário Soares, a Câmara Municipal de Lisboa, a Associação 25 de Abril e a Fundação José Saramago.

O programa completo pode ser consultado aqui.

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Blimunda # 23, abril 2014

Domingo, 20.04.14

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Numa data tão simbólica para Portugal, a Blimunda não poderia ficar alheia ao aniversário de 40 anos do 25 de Abril. Neste mês a revista dedica boa parte dos seus conteúdo à celebração da Revolução dos Cravos. Do acervo de Vasco Gonçalves, em depósito na Fundação José Saramago, recuperam-se 15 cartazes do 25 de Abril, acompanhados por frases de 15 convidados, de diferentes países, sobre o significado desse momento histórico. Sara Figueiredo Costa escreve sobre Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes, um precioso registo da manhã em que a democracia renasceu. Há ainda espaço para A Hora da Revolução: vinte anos depois, um texto escrito por Eduardo Lourenço em 1994, inédito em português, e para O sabor da palavra Liberdade, discurso proferido por José Saramago em 1990.

Na secção Infantil e Juvenil, o 25 de Abril está em destaque com um mosaico de obras revolucionárias publicadas antes de 1974. Andreia Brites conversa com as três editoras independentes que este ano marcaram presença na Feira do Livro Infantil de Bolonha com espaço próprio.

A abrir este número, num dos poucos textos sem referência ao 25 de Abril, Sara Figueiredo Costa publica as suas impressões sobre a terceira edição do festival literário Rota das Letras, em Macau.

Até Maio!

Blimunda N.º 23 - abril 2014 by Fundação José Saramago

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25 de abril, siempre!

Miércoles, 24.04.13

A Fundação José Saramago assinala neste seu espaço virtual os 39 anos do 25 de abril, depois de o ter comemorado na sua sede, na Casa dos Bicos, no dia 24, com entradas gratuitas, com a audição de músicas e relatos do dia que trouxe a liberdade a Portugal e com a oferta de cravos vermelhos a quem a visitou nesse dia. Até dia 29 de abril, dois painéis colocados nas portas da sede da Fundação celebram a data com a frase "25 de Abril, sempre!" e com a letra de Grândola, Vila Morena.

Para celebrar esta data muito se poderia dizer. Preferimos pensar no muito que ainda há a fazer para que a matriz da data se cumpra. E como espaço que não é neutral, a Fundação José Saramago recupera uma das senhas da Revolução, a Grândola, Vila Morena, de José Afonso, aqui cantada a várias vozes por José Saramago, João Afonso, Luis Pastor e por todos os que estiveram presentes na inauguração da Biblioteca do escritor em Lanzarote. Depois, a Inquietação, de José Mário Branco, reinterpretada pel'A Naifa com a presença de diversas personalidades das mais diversas áreas, com que o Canal Q assinalou o seu terceiro aniversário. Por fim, um texto do Professor Borges Coelho, lido na apresentação do Museu Liberdade e Resistência, que a Câmara Municipal de Lisboa instalará na antiga Cadeia do Aljube.

A Fundação José Saramago estará de portas fechadas no dia 25 de Abril, associando-se às suas comemorações populares, e convida todos os cidadãos a que nelas participem, com o espírito de conquista de liberdade, de cidadania e de estado de direito que nos caracterizou, aos portugueses, há 39 anos e que continua a ser a melhor bandeira de Portugal.

Aljube

24.4.2013

Permitam-me que fale em nome das vítimas, particularmente daquelas de que não sabemos o nome nem o grau de sofrimento. Milhares de presos do fascismo lusitano passaram por aqui. Por este Aljube. E por outros locais de tortura e de castigo: Rua do Heroísmo no Porto, Rua António Maria Cardoso em Lisboa, sedes da Pide em Coimbra e noutras cidades, forte de Caxias, fortaleza de Peniche, fortaleza de Angra do Heroísmo, Angola. Timor, Tarrafal. Muitos foram mortos nas prisões e na rua.

O tempo lança um véu de esquecimento sobre a vida dos homens e a dos espaços em que se moveram. E quem sempre viveu em liberdade tem dificuldade em entender que num tempo bem próximo se policiavam e reprimiam as palavras, as organizações e os movimentos dos cidadãos e se varriam as manifestações populares a tiro de metralhadora ou pela ação de homens, fardados e à paisana, de pistola em punho ou no galope dos cavalos com espadas nuas nas mãos.

O processo histórico não segue em linha reta num movimento ascensional até ao paraíso. Balança num vaivém ondular mas nunca no mesmo plano. E se as condições objetivas empurram as vontades para movimentos contraditórios, a memória é indispensável para não cairmos nos mesmo precipícios e para usarmos, tanto quanto nos for possível, a experiência do que correu melhor. Mestra da vida, como diziam os nossos renascentistas e geógrafos, a experiência é um presente carregado de memória.

Hoje, ao institucionalizar o Museu da Resistência no espaço do Aljube, a Câmara de Lisboa dá um alto exemplo de cidadania. O local escolhido está carregado de história antiga e contemporânea. Situa-se no coração da cidade. As suas paredes centenárias ombreiam com outros monumentos que preservam a memória de Lisboa e da nação: a Sé, o Paço a par de São Martinho onde foi morto o conde Andeiro, o mosteiro de Santo Elói aonde veio, em consagração, o corpo do Infante D. Pedro, morto em Alfarrobeira, o mosteiro de São Vicente de Fora, o castelo de Lisboa. Aqui ao lado, na Sé, ouviram missa, atrás da cortina, com o rei, Pedro Álvares Cabral e Francisco de Almeida antes de navegarem para a Índia.

Ao Aljube chegavam os presos, depois de identificados e examinados nas instalações da Pide na Rua António Maria Cardoso. Aqui ficavam dias, semanas, meses, numa cela pouco maior do que o comprimento e a largura dum homem. Com o bailique levantado, apertado nas altas paredes e vigiado pelo ralo das duas portas, o preso podia dar um passo em frente e outro à retaguarda. O que fazer?

Será esta noite que o guarda aparece no ralo da porta com voz escarninha: prepare-se para ir à polícia! Alta madrugada, era lançado das escadas para dentro da ramona como um fardo. Resistirei?

Durante seis meses de que se alimentavam os presos? Não era certamente do rancho miserável. Alimentavam-se quase só da memória. Trazia-lhe recordações, inimagináveis, da infância, da adolescência, da mulher ou das mulheres amadas, dos camaradas e amigos que queria defender para não caírem no seu mesmo inferno.

De uma das celas podia ver os pombos na rosácea da Sé. Da Sé chegavam os cânticos da Pascoa. Nas paredes corriam as letras sinais a dar ânimo ou notícias. Da rua, vinha o ruído metálico dos elétricos, até ao último, no silêncio da madrugada.

Depois da tortura, na Rua António Maria Cardoso, vencedores e vencidos regressavam às celas com marcas profundas no corpo e no espírito. Sabiam que o combate ainda não terminara, que viriam novas batalhas. E o prémio da vitória poderia ser bebido em anos e anos de sofrimento.

Presos houve que planearam e alcançaram a fuga. Das celas saiu uma noite o operário vidreiro José Moreira para não mais voltar. Atiraram-no do alto duma janela depois de o matarem na tortura. Antes, em liberdade, tinham-lhe perguntado: Se fores preso, que farás? - Farei o que puder.

As sociedades que não preservam a memória não acautelam o seu futuro. Hoje demos um passo decisivo. Bem hajam! Não, não apagarão a memória!

António Borges Coelho


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PUERTAS ABIERTAS 23VY 24 DE ABRIL EN LA CASA DOS BICOS

Sábado, 20.04.13

A Fundação José Saramago convida-o a participar nas duas jornadas de portas abertas que marcam a próxima semana, nos dias 23 e 24 de abril, para comemorar o Dia Internacional do Livro e a Revolução de 25 de Abril de 1974. "A Jangada de Pedra" é o livro de José Saramago que a Fundação escolheu para as comemorações deste ano do Dia Internacional do Livro. Adoptado em 1995 pela UNESCO como Dia Internacional do Livro, 23 de abril marca a data da morte de Miguel de Cervantes. A escolha de "A Jangada de Pedra" relaciona-se com essa efeméride - foi considerado o livro "mais cervantino" de Saramago. Mas é um texto de uma total oportunidade neste momento de crise que os dois países ibéricos vivem. O grupo de teatro O Bando vai realizar na Casa dos Bicos o primeiro ensaio da teatralização de "A Jangada de Pedra", precisamente no dia 23 a partir das 15 horas, dando-nos a nós e aos visitantes da Casa dos Bicos o enorme privilégio de presenciar os primeiros passos do espetáculo que o grupo está a preparar. Ao longo de todo o dia, haverá leituras de "A Jangada de Pedra" e os visitantes são convidados a deixar mensagens num mural colocado no auditório da Casa dos Bicos. A partir da próxima semana haverá, em dias a anunciar, exibições do filme "A Jangada de Pedra" de George Sluizer (2000), uma coprodução Holanda/Espanha/Portugal que tem como protagonistas Diogo Infante, Ana Padrão e Federico Luppi. O respetivo dvd passa a estar à venda na loja da Fundação, em resultado de um acordo com a ZON Lusomundo. A Casa dos Bicos estará encerrada no dia 25 de Abril, para que a sua equipa possa participar nas comemorações da Revolução de 1974. Por isso se decidiu antecipar a festa do Dia da Liberdade para 24, quarta-feira. A "banda sonora" da Revolução de Abril encherá a Casa dos Bicos de sons e música, num dia em que os visitantes são convidados a deixar mensagens num mural colocado para o efeito no auditório. A entrada neste dia será gratuita, tal como no dia 23. O horário de abertura da Casa dos Bicos é das 10h00 às 18h00, com última entrada as 17h30.

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25 de Abril

Miércoles, 25.04.12

Em Rabat, o Instituto Camões e o Instituto Cervantes juntam-se para projectar o filme e assinalar o dia da Liberdade:

A Fundação José Saramago deseja a todos um grande 25 de Abril.

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