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"Repara bem" - uma experiência tremenda e comovente para Maria de Medeiros

Lunes, 09.12.13

“Tremenda e comovente” é como Maria de Medeiros descreve a experiência de realizar o documentário “Repare bem”, sobre o percurso de uma família vítima da ditadura brasileira e também do golpe de estado de 1973 no Chile. “Houve momentos na rodagem em que toda a equipa soluçava a chorar, e limitávamo-nos a fazer os possíveis para não interferir na entrevista que estava a ser filmada”, conta.

O filme é exibido na Casa dos Bicos amanhã, 10 de dezembro, às 18h00.

A atriz e realizadora Maria de Medeiros foi convidada a fazer este documentário por Paulo Abrão, presidente da Comissão para a Amnistia e a Reparação, do Ministério da Justiça do Brasil, que sugeriu que filmasse a família do guerrilheiro Bacuri [Eduardo Leite], morto em 1970. As figuras principais do documentário são Denise Crispim - a mulher de Bacuri - e a filha de ambos Eduarda Crispim Leite, sobreviventes de uma família cujos homens foram assassinados pela ditadura.

“As mulheres tiveram uma longa itinerância de exílios”, conta Maria de Medeiros, pois do Brasil foram para o Chile de Allende e com o golpe de Pinochet foram novamente perseguidas”.

No documentário, Denise fala sobre a repressão vivida no Brasil e a fuga para o Chile. A perseguição após o golpe de estado de Pinochet só teve fim quando, através da embaixada italiana, conseguiram asilo em Itália onde Denise tem vivido desde então e onde cresceu Eduarda (hoje a viver na Holanda).

Maria explica que a experiência foi muito violenta para todos, e em particular para Denise e Eduarda, pois foram obrigadas a rememorar factos antigos. “Mas Denise tem um poder evocador extraordinário e fez ressurgir a figura da mãe, Encarnación, que emigrara de Espanha para o Brasil”. Assim, Denise mostra que esta é uma “história de ida e volta” entre a Europa e a América do Sul.

 

 

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Evocación de Salvador Allende con revelaciones sobre los días del golpe

Jueves, 12.09.13

As últimas palavras de Salvador Allende foram transmitidas para todo o mundo com recurso a um sistema antiquado de comunicações instalado numa casa segura, como contou Mario Dujisin na sessão evocativa dos 40 anos da morte do presidente chileno que encheu o auditório da Fundação José Saramago no dia 11.

Ao lado de Dujisin, o historiador Fernando Rosas enquadrou a situação do Chile do início dos anos 1970 na realidade da América Latina da época - “o que verdadeiramente assustou a direita chilena e os Estados Unidos foi a possibilidade de a esquerda chegar ao poder através de eleições”.

O jornalista chileno radicado em Portugal relatou os últimos dias da democracia em Santiago do Chile, onde dirigia então o departamento de imprensa estrangeira do Palacio de La Moneda. Revelou que, face às movimentações militares e às informações de que um golpe se avizinhava, Salvador Allende decidiu lançar um plebiscito, que seria anunciado na rede nacional de rádio. “Mas Allende cometeu um erro fatal, pois informou Pinochet dessa intenção e assim se precipitaram os acontecimentos. Alertados por Pinochet, os militares putchistas anteciparam o golpe que preparavam para daí a uns dias.”

Com o Palácio de La Moneda já cercado, logo pela manhã do dia 11, nem Mario Dujisin nem o chefe da comunicação de Allende, Juan Ibañez, conseguiram juntar-se ao presidente. Foram então para uma casa segura onde dispunham de um sistema de comunicações antiquado mas com o qual conseguiram difundir as últimas palavras de Salvador Allende. Pouco depois, gravemente ferido, Allende suicidou-se.

Uma canção para Violeta Parra, cantada a capella por Luís Pastor, fechou esta sessão em que a emoção deu mais força e sentido à análise historica e à torrente de informações trazidas pelos dois convidados, cuja participação foi moderada por Silvia Donoso Hiriart.

 

"A queda de Allende contada por quem a viveu", Expresso

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