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Mia Couto gaña Premio Neustadt: "Un rayo de sol en este tiempo triste"

Lunes, 04.11.13

Um júri de nove escritores escolheu o autor moçambicano Mia Couto para o prémio literário Neustadt 2014, patrocinado pela Universidade de Oklahoma (EUA), pela família Neustadt e pela revista World Literature Today, daquela universidade.

"Este prémio vem no momento perfeito, porque Moçambique está a travessar um tempo difícil. Para mim, pessoalmente, este prémio é certamente um consolo, um raio de sol, neste momento triste do país", disse Mia Couto quando foi informado do prémio.

"Ele é um autor que interpela não apenas o seu país mas o mundo inteiro, todos os seres humanos", declarou Gabriella Ghermandi, que faz parte do júri e que candidatou o nome de Mia Couto. E acrescentou: "Alguns críticos chamam a Mia Couto 'o escritor contrabandista', uma espécie de Robin dos Bosques das palavras que rouba significados para os abrir a todas as línguas, levando a que mundos aparentemente separados comuniquem. Nos seus romances, cada linha é como um pequeno poema."

Na opinião do diretor executivo da World Literature Today, "Mia Couto tenta retirar da cultura o jugo do colonialismo, revigorando a sua linguagem. Um mestre da prosa em português, ele quer aliviar esse fardo de uma palavra, de uma frase e de uma narrativa de cada vez, e tem poucos ou nenhuns pares nessa tarefa."

Traduzido em mais de 20 línguas, Mia Couto, 58 anos, é o primeiro escritor moçambicano galardoado com este prémio. Segundo o World Literature Today, o livro em que o júri se baseou foi "Terra Sonâmbula", publicado em 1992, "considerado um dos melhores livros africanos do séc. XX".

O Prémio Neustadt, uma doação da família Neustadt, é atribuído de dois em dois anos e é o único prémio literário internacional para o qual são elegíveis romancistas, dramaturgos e poetas. Apelidado de "Nobel Americano", é considerado um dos prémios literários mais importantes do mundo e tem o valor de 50 mil dólares [37 mil euros]. O galardão é entregue desde 1970 e já distinguiu, entre outros, Gabriel García Márquez, João Cabral de Melo Neto, Álvaro Mutis e Octávio Paz. Na edição de 2012, foi premiado o indiano-canadiano Rohinton Mistry.

Mia Couto é o pseudónimo de António Emílio Leite Couto, de 58 anos, autor que já recebeu os prémios Camões, Eduardo Lourenço e o da União Latina de Literaturas Românicas.

"A Confissão da Leoa", editado no ano passado é o seu mais recente livro.


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Mia Couto entre los finalistas del Prémio Neustadt 2014

Jueves, 18.07.13

Mia Couto, com "Terra Sonâmbula" - "Sleepwalking Land" está entre os nove finalistas do Prémio Neustadt 2014, o mais prestigiado prémio literário internacional dos Estados Unidos, conhecido como o "Nobel americano".

Ao lado do escritor moçambicano estão o argentino César Aira, a vietnamita Duong Thu Huong, o norteamericano Edward P. Jones, o ucraniano Ilya Kaminsky, o sul-coreano imigrado nos EUA Chang-rae Lee, o poeta das Ilhas Maurícias Edouard Maunick, o japonês Haruki Murakami e o palestiniano Ghassan Zaqtan.

O Prémio Neustadt é atribuído de dois em dois anos e tem o valor de 50 mil dólares. Em 1992, foi atribuído ao poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto, único laureado de língua portuguesa. Em 2012, o prémio foi para o indiano Rohinton Mistry.

É a primeira vez que são nomeados escritores de Moçambique, Maurícias, Palestina e Ucrânia.

Mais informações em: 

The Neustadt Prizes

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Parabéns, Mia!

Lunes, 27.05.13

A Fundação José Saramago felicita Mia Couto pela atribuição do Prémio Camões. De Lisboa para Maputo, segue um abraço de parabéns!

«Tem uma prosa límpida, quase transparente. Encanta-me e quase me seduz a forma como o Mia desenvolve situações que envolvem encontros. É tudo tão natural». Mia Couto foi um dos escritores que melhor soube reagir às mudanças trazidas pelo 25 de Abril, respondendo com uma enorme «liberdade criativa» às dúvidas que então surgiram entre os autores, habituados a enfrentar a censura.

José Saramago sobre Mia Couto

--

O vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o escritor moçambicano autor de livros como Raiz de Orvalho, Terra Sonâmbula e A Confissão da Leoa. É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.

O júri justificou a distinção de Mia Couto tendo em conta a “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”, segundo disse à agência Lusa José Carlos Vasconcelos, um dos jurados.

A obra de Mia Couto, “inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”, acrescentou Vasconcelos. Além disso, conseguiu “passar do local para o global”, numa produção que já conta 30 livros, que tem extravasado as suas fronteiras nacionais e tem “tido um grande reconhecimento da crítica”. Os seus livros estão, de resto, traduzidos em duas dezenas de línguas.

Do júri, que se reuniu durante a tarde desta segunda-feira no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional, fizeram também parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989), os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Também em declaração à Lusa, Mia Couto disse-se "surpreendido e muito feliz" por ter sido distinguido com o 25º. Prémio Camões, num dia que, revelou, não lhe estava a correr de feição. “Recebi a notícia há meia hora, num telefonema que me fizeram do Brasil. Logo hoje, que é um daqueles dias em que a gente pensa: vou jantar, vou deitar-me e quero me apagar do mundo. De repente, apareceu esta chamada telefónica e, obviamente, fiquei muito feliz”, comentou o escritor, sem adiantar as razões.

O editor português de Mia Couto, Zeferino Coelho (Caminho), ficou também “contentíssimo” quando soube da distinção. “Já há muitos anos esperava que lhe dessem o Prémio Camões, finalmente veio”, disse ao PÚBLICO, lembrando que passam agora 30 anos sobre a edição do primeiro livro de Mia Couto em Moçambique, Raiz de Orvalho.

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El padre de Mia Couto se muere en Maputo

Viernes, 11.01.13

O jornalista, editor e escritor moçambicano Fernando Couto morreu em Maputo na quinta-feira, aos 88 anos. Pai do escritor Mia Couto, a quem a Fundação José Saramago envia um abraço de amizade neste momento de dor, sofria de uma doença que o tinha levado a sucessivos internamentos hospitalares.

Fernando Couto, nascido no Porto, foi subchefe de redação do principal diário moçambicano, "Notícias", de Maputo, e professor na Escola de Jornalismo de Maputo. Publicou obras de poesia e foi responsável pela editora moçambicana Ndjira, agora integrada no grupo português Leya. 

 

Na página (não oficial) de Mia Couto no facebook, foi ontem ontem publicado o "Poema da despedida" (de Raiz de Orvalho e outros poemas):

 

Não saberei nunca
dizer adeus

Afinal, 
só os mortos sabem morrer

Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser

Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo

Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos

Agora 
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca

Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo.
Mia Couto

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