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Visitantes de la Casa dos Bicos leen a José Saramago (26)

Jueves, 08.08.13
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publicado por Fundación Saramago

Companhia das Letras cumple sueño de José Saramago, publicando su obra completa

Viernes, 19.07.13

Estas são as capas das obras de José Saramago "Levantado do chão" e "Memorial do convento" que vão ser finalmente editados no Brasil pela Companhia das Letras. Assim se cumprirá o desejo de José Saramago de ver reunidos todos os seus livros na Companhia das Letras, que para ele era mais do que uma editora.

A linha gráfica destas capas é a mesma das obras anteriormente editadas. Construídas a partir de trabalhos em relevo sobre redes metálicas de Arthur Luiz Piza, estas são capas sóbrias e elegantes, obras singulares para livros que são eles próprios esplendorosos.

Nascido em São Paulo, Brasil, em 1928, Arthur Luiz Piza vive em Paris há mais de 50 anos. Criador de gravuras, desenhos e esculturas, é considerado um dos mais importantes artistas do seu tempo, com mais de 75 exposições individuais, 100 coletivas, participações em 53 bienais e prémios de grande prestígio em todo o mundo.

"O que faço é garimpar. Trabalho como se estivesse criando música", disse em março último, numa entrevista a propósito de uma exposição em Belo Horizonte. "Posso dizer que nos trabalhos grandes lanço como redes para pescas quotidianas, filtros experimentais. As pequenas caixas que multiplico com voracidade são como pedaços de mim mesmo. Doce paranoia? Não sei responder. Não tem importância. Porque é no ato de olhar ou de ver que algo pode acontecer."

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Raised from the ground (Alzado del suelo) entre los "must-read" de Oprah Winfrey

Miércoles, 06.02.13

Raised from the ground (Levantado do Chão) esteve entre os 16 livros recomendados como "must-read" por Oprah Winfrey em janeiro, e continua a receber boas críticas quer nos jornais quer nos blogues.

 "Não é só a aspereza do mundo físico ou as injustiças perpetradas pelos capatazes e os patrões; Saramago descreve as indignidades domésticas que transmitem uma tristeza mortal", diz a escritora e realizadora independente Virginia Friedman no jornal The Post and Courier, de Charleston, Carolina do Sul (EUA), sobre o livro de José Saramago Levantado do Chão, agora publicado em inglês.

Já em finais de dezembro Tinha sido publicda uma crítica no the New York Times, assinada pelo escritor Stephen Heighton, que sublinha que o esforço dea tradutora Margaret Jull Costa "deu-nos acesso, finalmente, ao primeiro grande trabalho de um escritor maior, um romance com uma ressonância relevante para o nosso próprio tempo.

Diz Virginia Friedman: "Saramago toma liberdades. Escreve frases extensas como maratonas e não se preocupa em separar os diálogos com parágrafos inequívocos, nem sequer aspas. Em vez disso, uma linha de diálogo invade outra, apenas com 'ele disse' ou 'ela disse'. Por vezes fala com grande sabedoria, e outras vezes, inesperadamente, com humor, mas toda a prosa de Saramago é construída sem qualquer sentido de distância das personagens que criou. Talvez porque as origens de Saramago estão entre as pessoas sobre as quais escreve; os seus avós eram analfabetos, camponeses sem terra, e estas pessoas, a terra e o próprio tempo parece ser onde Saramago instalou a sua confiança."

"Dizer apenas que é uma história negra sobre a vida dos trabalhadores oprimidos é subvalorizar o poder de linguagem de Saramago, que consegue fazer do simples ato de beber água um horror tangível", acrescenta, dando como exemplo: "A água que se bebe do quartão não tarda que fique mole, doentia, como se eu agora a estivesse a beber de um brejo, de borco, quero lá saber de vermes e bichas, que é esse o nome que damos aqui às sanguessugas". 

Também o blogger Philip Lee, em Quintessentialruminations, publicou um texto sobre o mesmo livro, começando por mostrar surpresa por tsó ao fim de 32 anos Levantado do Chão ter chegado aos leitores anglófonos.

A tradução de Margaret Jull Costa - com o título Raised from the ground - foi publicada nos Estados Unidos pela Houghton Mifflin Harcourt.

Oprah.com

The Post and Courier

The New York Times

Quintessentialruminations

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